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O advogado de Lindsay Clancy, Kevin Reddington, criticou um dos 12 jurados que está a decidir o futuro da sua cliente, alegando que este não estava a seguir as instruções dadas pelo juiz - e exigiu que este membro do júri fosse substituído.

Reddington disse, esta quinta-feira, que o jurado em questão "se recusa a ouvir a lei" e acusou esta pessoa, não identificada, de "desrespeitar as instruções do tribunal".

O juiz, William Sullivan, deu instruções, no entanto, para que o grupo voltasse para as deliberações, que estão a ser feitas desde quinta-feira da semana passada. Antes ainda de o advogado de Clancy fazer estas exigências - já sem o grupo presente -, o juiz voltar a ler as instruções - aqui, sim, com os membros do júri presentes.

O caso está a 'mexer' não só com os Estados Unidos, como também com vários países no mundo. Em causa está a morte dos três filhos de Clancy - Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de 8 meses. As crianças morreram estranguladas em janeiro de 2023, tendo depois a mãe saltado de uma janela numa aparente tentativa de tirar a sua própria vida. A mulher sobreviveu e ficou paraplégica.

Na quarta-feira, foi conhecido que o júri estava num impasse quanto à decisão final. De acordo com a imprensa norte-americana foi a primeira vez que o júri tornou público estar num impasse quanto a esta fase.

Mais de 80 pessoas testemunharam neste julgamento, que decorreu durante seis semanas, sendo as hipóteses para esta mulher a condenação por homicídio culposo (possibilidade introduzida mais recentemente), homicídio em primeiro grau ou homicídio em segundo grau. Há ainda a possibilidade de Clancy não ser considerada culpada, por motivos de saúde mental. Neste caso, a mulher será internada.

Segundo a Associated Press (AP), se não conseguirem chegar a uma decisão unânime, pode ser declarada a nulidade do julgamento e o caso voltará, essencialmente, ao mesmo estado em que se encontrava antes do julgamento, com a ex-enfermeira de obstetrícia, de 36 anos, acusada de homicídio e internada num hospital psiquiátrico, à espera da resolução do processo penal.

Neste caso, é provável que Clancy volte a ser julgada e, nesse caso, os procuradores decidirão se vão tentar novamente com um novo júri. Se o fizerem, o processo de seleção do júri recomeçará e será marcada uma nova sessão de julgamento.

Segundo o advogado Brad Bailey, ouvido pela AP, os procuradores também poderiam propor um acordo judicial a Clancy, ou seja, defesa e a acusação podem chegar a um acordo para evitar um segundo julgamento.

Existe, ainda, a opção, embora menos provável, de o Ministério Público decidir não levar o caso a novo julgamento, explica

“Às vezes, eles decidem não prosseguir, devido à sensação de que o resultado pode ser o mesmo em todas as tentativas, e também por causa dos custos envolvidos no processo, principalmente quando há peritos envolvidos”, afirma à AFP o mesmo profissional de defesa. “Estes casos serão muito caros.”

Esta situação poderá interessar ao advogado de Lindsay que poderá alegar que não há motivos para obrigar Lindsay a um novo julgamento, uma vez "que está a sofrer com toda a situação".

Note-se que no caso de ser considerada criminalmente responsável pelo crime, Lindsay poderá ser condenada a uma pena de prisão perpétua. Se for absolvida, pode levar ao internamento numa instituição de saúde mental.

Júri do caso de Lindsay Clancy não chegou a um consenso e vai tentar, esta quarta-feira, mais uma vez, chegar a uma conclusão. Se isso não acontecer, o caso pode começar todo de novo ou pode ser anulado. Perceba.

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