Noémia Silva Ido falava à margem da abertura do ciclo formativo “Executive Masterclass” sobre Fraude Fiscal, Branqueamento e Corrupção realizada em parceria com a Procuradoria-Geral da República.

Na ocasião, Noémia Silva considerou que a principal preocupação relativamente ao tema da formação tem que ver com a paragem dos órgãos que intervêm na fase de investigação e dos órgãos que intervêm na fase de acusação e também do julgamento que são as instâncias judiciais.

“Temos uma intervenção e análise dos valores que estão a ser feitos a nível da fiscalização, mas não conseguimos definir agora montantes fixos, porque sabemos que há um direito por parte de quem é o infrator de se defender e também se opor ao que é apresentado em fase de instalação preparatória”, disse.

Na ocasião, o presidente da Procuradoria Geral da República (PGR), Pedro Mendes de Carvalho afirmou que a criminalidade económico-financeira tornou-se progressivamente mais sofisticada e, em muitos casos, transnacional.

“Sabemos que os crimes tributários estão intrinsecamente ligados à actividade da AGT não são crimes isolados.Muitas vezes estão liga dos a outros crimes subjacentes e judicialmente, como o branqueamento de capitais”, justificou. Criminalidade económico-financeira mais sofisticadas.

Segundo informou, a fraude fiscal, a corrupção, branqueamento de capitais e outras formas de criminalidade económico-financeira recorrem às estruturas complexas e mecanismos destinados a dificultar.
Edvaldo Lemos