De acordo com uma nota da Embaixada de Angola no Botswana, durante o encontro está prevista a assinatura de vários instrumentos jurídicos actualmente em negociação.

A Comissão Mista Bilateral entre Angola e Botswana constitui um importante mecanismo de diálogo destinado a dinamizar e aprofundar as relações bilaterais, identificar novas áreas de cooperação e acompanhar a implementação dos compromissos já assumidos.

Segundo a nota, serão analisadas oportunidades para o aprofundamento e alargamento da cooperação nos domínios político e diplomático, agricultura e pecuária, transportes, petróleo e gás, energia e água, turismo, ambiente, recursos minerais, infra-estruturas e investimentos, entre outras áreas de interesse mútuo.

Os dois Governos mostram-se firmemente comprometidos em elevar a cooperação ao nível estratégico, dando prioridade ao intercâmbio económico como ferramenta preferencial, de modo a maximizar as potencialidades existentes em ambas as partes, tendo em conta o princípio da complementaridade e das vantagens recíprocas.

No domínio dos recursos minerais, descreve a nota, sendo os dois países alguns dos principais produtores de diamantes de África, pretende-se intensificar a cooperação institucional, com vista à troca de experiências e de boas práticas, indo além da simples extracção de recursos e promovendo a sua transformação local, com impacto na criação de empregos qualificados e no desenvolvimento de cadeias de valor.

Por outro lado, refere o documento, Angola posiciona-se para suplementar o sector energético tswanês, reforçando a sua auto-suficiência, o que poderá contribuir para o isolamento da economia dos choques externos globais que têm afectado negativamente os países da África Austral, em particular, e do continente africano, em geral.

A nota informa ainda que, sendo o Botswana um país sem acesso ao mar, o sector agrícola e pesqueiro angolano poderá beneficiar da exportação de diversos produtos com elevada procura naquele mercado.

Em sentido inverso, o sector da pecuária em Angola enfrenta um défice de capacidade para satisfazer a procura nacional, levando o país a depender da importação de carne bovina proveniente de outros continentes, com elevados custos financeiros.