As duas individualidade debateram a busca de mecanismos que garantam a realização de processos eleitorais num ambiente de paz e estabilidade.

Durante a reunião, realizada na sede da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), os dois dirigentes abordaram a necessidade de reforçar a troca de experiências. No encontro, foram ainda analisados os principais desafios relacionados com a liderança e a gestão de processos eleitorais.

À saída do encontro, o presidente da Comissão Nacional de Eleições de Moçambique destacou a importância da cooperação entre as instituições eleitorais dos dois países.

Dom Carlos Simão Matsinhe manifestou-se, igualmente, satisfeito com o diálogo mantido com Manuel Pereira da Silva, tendo enaltecido o trabalho desenvolvido pela Comissão Nacional Eleitoral de Angola.

Na ocasião, a delegação da CNE de Moçambique visitou a Casa Museu das Eleições, onde manteve contacto com o acervo que retrata a história dos processos eleitorais realizados em território angolano desde 28 e 29 de Setembro de 1992.

O presidente da instituição que organiza as eleições moçambicanas mostrou-se impressionado com a infra-estrutura da CNE, elogiando a forma como é preservada a memória eleitoral do país para o conhecimento das actuais e futuras gerações.

CICA realça papel da Casa Museu
O papel da Casa Museu das Eleições para a preservação e divulgação da memória dos processos eleitorais realizados em Angola foi realçado pelo secretário-geral do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA), reverendo Vladimir Agostinho.

O líder religioso reconheceu as valências da infra-estrutura após efectuar uma visita à Casa Museu das Eleições, onde teve a oportunidade de conhecer o acervo e o percurso histórico dos processos eleitorais angolanos.

Visivelmente impressionado com o que constatou, o reverendo considerou a Casa Museu das Eleições “um importante centro de estudo, que deve ser cada vez mais divulgado, sobretudo junto das novas gerações, a fim de que possam conhecer aquilo que se fez no passado e o que se está a projectar para o futuro”.

O secretário-geral do CICA revelou estar satisfeito com o trabalho desenvolvido pela CNE para a preservação da memória eleitoral do país.

“Saio daqui bastante impressionado e feliz com o trabalho que a CNE está a realizar para preservar a memória e o legado daqueles que nos antecederam”, afirmou.

Vladimir Agostinho defendeu, na ocasião, a conjugação de esforços entre os diferentes sectores da sociedade para garantir a realização de eleições pacíficas, justas e livres no próximo ano. A visita do líder religioso à Casa Museu das Eleições ocorreu à margem do encontro entre Manuel Pereira da Silva e Dom Carlos Simão Matsinhe, bispo reformado da Igreja Anglicana.