O festival marcou o ponto alto das actividades culturais, e, no elenco, além da cantora brasileira, os músicos Filipe Mukenga, Yuri da Cunha, Magary Lord, Kanda, Rallie, Parceiros do Samba e Banda Kalulu com Jazz foram outros convidados no festival marcado pelas afinidades musicais e proporcionaram um intercâmbio cultural no palco e na pista.
A artista bahiana e diva do “axé” em palco deixou patente este sentimento e felicidade por pisar, pela primeira, o solo angolano.
Em declarações ao Jornal de Angola, Gilmelândia destacou as semelhanças culturais entre Luanda e a Bahia.
A cantora não escondeu a alegria em actuar em Luanda e revelou que sabia da força da sua música em Angola.
“Fiquei a saber que os angolanos apreciam muito o meu trabalho desde a época que era da Banda Beijo”, disse.
A artista garantiu estar disponível para parcerias com músicos angolanos.
“Todos são maravilhosos, mas se for Yuri da cunha, vou gostar muito”, expressou.
Por outro lado, Yuri da Cunha destacou a forte ligação cultural entre Angola e o Brasil e afirmou sentir-se em casa quando visita a Bahia. O astro da música angolana afirmou ter estado satisfeito por fazer parte desta comemoração.
“É uma iniciativa que acaba por ser internacional entre dois povos unidos por laços históricos, culturais e de fraternidade”, disse.
A voz de “Kandengue Atrevido” acrescentou que brasileiros e angolanos são povos irmãos que têm andado de mãos dadas.
“Com este intercâmbio musical, a exibição assenta na essência da música de raiz e num ecletismo rítmico que mostra a proximidade entre os dois países”, assegurou.
O presidente da Associação dos Empresários Executivos Brasileiros, Raimundo Lima, também falou sobre o intercâmbio entre as duas Nações.
“Brasil foi o primeiro país a reconhecer a Independência de Angola. Portanto, as nossas relações são antigas, e precisamos cada vez mais intensificar este facto”, afirmou.
Para o responsável, é preciso transformar essa irmandade em negócios. “O que defendo, sobretudo, é que transformemos essa irmandade numa engenharia que permita promover muitos negócios entre os dois países”.
Encontro dos ritmos
A cantora baiana Gilmelândia agitou o palco do Clube S, ao levar “Peraê”, “Bate Lata”, “Arrastão”, “Maionesse” e outros hits que fizeram o público pular e cantar.
Durante o festival, brasileiros e angolanos dançaram juntos ao som do “axé” e outros estilos como o samba, pagode, bem como o semba, e mostraram a ligação entre as culturas dos dois povos.
Magary Lord deixou patente esta relação com a proposta musical no estilo semba black. Kanda, Filipe Mukenga, Kanda, Banda Kalulu com Jazz, Parceiros do Samba e Rallie também marcaram presença e levaram o público a tirar um pé de dança, no clima característico do evento que apostou na diversidade de géneros musicais.
Para encerrar o festival, a responsabilidade ficou a cargo de Yuri da Cunha, com um reportório onde fez balançar com sucessos e versões como “Regressa” e “Cabelos Brancos”.

