O líder associativo defendeu, em declarações ao Jornal de Angola, a necessidade do reforço das parcerias entre o Governo local, o sector privado e as companhias teatrais, de forma a garantir maior apoio e sustentabilidade às actividades artísticas na província.

Noé Nganga considerou que a criação de um fórum de concertação entre as instituições do Governo do Cuanza-Sul, o empresariado local e as companhias teatrais pode facilitar o financiamento de produções artísticas e criar mecanismos de cooperação para beneficiar todas as partes envolvidas.

“A falta de investimento do empresariado local no teatro dificulta a criação de condições para que os artistas possam desenvolver uma actividade profissionais sustentáveis, bem como a produção regular de espectáculos e a realização de acções de formação e capacitação”, disse.

O responsável defendeu, por isso, uma maior aproximação entre o sector Empresarial e as companhias teatrais, considerando que o investimento privado pode contribuir para dinamizar a produção cultural, valorizar os artistas e ampliar a oferta de espectáculos na província.

“Precisamos criar um fórum de concertação entre o Governo Provincial, o empresariado local e as companhias teatrais, para encontrarmos mecanismos de patrocínio às produções artísticas, recorrendo à Lei do Mecenato e a contrapartidas de imagem que permitam as empresas associarem as suas marcas às iniciativas culturais”, defendeu.

O responsável considerou que uma aplicação mais efectiva da Lei do Mecenato pode transformar o apoio às artes num instrumento de desenvolvimento cultural, permitindo as companhias teatrais ultrapassarem parte das dificuldades financeiras que condicionam a sua actividade.