Para o director do gabinete de vigilância do mercado, da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), Divaldo Silva, mais do que uma simples ferramenta de fiscalização ou conformidade legal, a auditoria actua como um pilar estratégico que fortalece a governação corporativa e promove a melhoria contínua.

Segundo o responsável, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) reforçou, em 2025, a necessidade de as organizações irem além de uma abordagem puramente formal, priorizando a avaliação da eficácia concreta dos seus programas de compliance.

O especialista sublinhou, igualmente, que um compromisso claro e visível por parte dos órgãos de administração e da liderança de topo é o pilar fundamental para a consolidação de uma verdadeira cultura de conformidade.

Neste sentido, continuou, a Inteligência Artificial continua a aprender da qualidade dos dados que recebe, das regras que orientam a sua utilização e da forma como os seus resultados são interpretados e utilizados.

Divaldo Silva ressaltou que a participação da CMC nesta iniciativa traduz a importância do diálogo entre instituições, profissionais e academia, na troca de conhecimento e na construção de uma cultura cada vez mais sólida, de rigor e responsabilidade.