Os dados indicam ainda que o desempenho foi puxado pelo resultado do preço médio de petróleo bruto, principal produto de exportação do país. Comparativamente ao mês anterior, o saldo comercial teve uma diminuição de 42,41 por cento.
O relatório aponta ainda que, em Julho, as exportações de bens diminuíram 3,31 por cento, comparativamente ao período homólogo, quando se verificou um aumento de 26,88 por cento nas importações.
Em relação ao mês passado, tanto as exportações quanto às importações tiveram uma diminuição de 22,98 e 2,92 por cento, respectivamente.
Entretanto, os principais países de destino das exportações de bens, durante o período em análise, foram:
A China continua a ser o principal destino das exportações de Angola, com 30,66 por cento, seguido da Índia (13,65 por cento), Itália (9,91), Espanha (5,83) e Nigéria, com 5,6 por cento. Portanto, os cinco países representam 65,73 por cento das exportações angolanas no mês de Julho.
Em relação às importações de bens, os principais países de origem foram a China (22,38 por cento), Portugal (8,24), Alemanha (6,94), Índia (5,29) e os Estados Unidos da América com 5,20 por cento, em relação ao valor total.
Os indicadores detalham ainda que a Polónia, Brasil e Nigéria são os países de destino com maior aumento nos valores transacionados nas exportações de bens de Julho, quando comparado com o período homólogo.
Ao contrário, os países de origem que registaram maior aumento nas importações de bens estão o Taiwan, Malásia e Países Baixos.
De acordo com o boletim do INE, durante o período em análise, nas exportações de bens, os principais grupos de produtos foram petróleo, combustíveis e gás, com 89,99 por cento, pérolas, pedras e metais preciosos, bijutarias, com 6,06 por cento e Metais comuns com 1,82 por cento.
Já nas importações de bens, as máquinas e aparelhos com 20,19 por cento, petróleo, combustíveis e gás refinados, com 19,21 por cento, e produtos alimentares, com 11,07%, constituem os principais produtos mais importados. Os metais comuns com 10,07 por cento e veículos e outros meios de transporte, com 10,03 por cento, fecham o top cinco dos produtos mais importados.

