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Deco, diretor desportivo do Barcelona, concedeu, esta quinta-feira, uma extensa entrevista à rádio espanhola RAC1, na qual abordou alguns dos 'temas quentes' da atualidade do clube, começando, desde logo, por... Bernardo Silva, que chegou a ser negociado, após terminar contrato com o Manchester City, mas preferiu juntar-se a José Mourinho, no Real Madrid.

"Não era a posição que procurávamos, tendo em conta o perfil. É um grandíssimo jogador, joga na minha seleção. Foi um dos melhores do mundo, nos últimos anos, mas a posição não era aquela que procurávamos. Chegou-nos ao conhecimento que queria vir, e, com o nível dele, iria sempre acrescentar, mas, depois, não seguiu em frente, porque não podemos esquecer as nossas ideias. Se queres vir, é assim. Nós não dizemos a um jogador se vai jogar ou não", atirou.

"Temos um grupo de trabalho bastante fechado. Sei que é normal, e eu brinco sempre ao dizer que, se fosse pela imprensa, contrataríamos uns 50 jogadores. Quanto mais ruído há em torno de uma contratação, mais se complica. Por vezes, também há gente que nos usa, eu sei como funciona. O nome do Barcelona é muito forte. Parece que toda a gente quer um jogador que interessa ao Barcelona", acrescentou.

Quem acabou mesmo por chegar a Camp Nou proveniente do Etihad Stadium foi Rodri Hernández, a troco de uma verba na ordem dos 60 milhões de euros, que pode vir a ascender aos 76,5 milhões de euros, mediante o cumprimento de objetivos. Neste caso, o antigo internacional luso deixou uma curiosa confissão: "Pensávamos, ao início, que não sairia do Manchester City, que era impossível".

"A partir do momento em que se escuta que poderia sair, a primeira coisa que fazemos é ligar ao diretor desportivo para confirmar a informação. Ele disse-me que lhe tinham proposto a renovação, mas que sim, que tinha decidido sair e que seria difícil que não o deixassem sair, devido à sua história no clube. O treinador disse para seguirmos em frente, e começámos a trabalhar", referiu.

Deco virou, de seguida, baterias para a autêntica 'novela' em que se tornou o interesse em Julián Álvarez, jogador que interessava, não só ao Barcelona, como também a 'colossos' como Real Madrid, Paris Saint-Germain ou Arsenal, mas que acabou por permanecer no Atlético de Madrid, que insistiu que não estaria disposto a libertá-lo por um valor inferior aos 500 milhões de euros que constam na cláusula de rescisão.

"Não quero falar mais... Fizemos as coisas bem feitas. Enviámos uma proposta, e não houve resposta. Falou-se mais na imprensa do que foi a realidade. [Joan] Laporta já explicou que falou com eles de forma respeitosa e clara, e já está. Não podemos andar sempre à volta do mesmo tema. Há mais uma questão de pressão social do que de realidade", atirou.

"O Barcelona não lhe disse que expressasse publicamente o seu desejo de sair do Atlético de Madrid. A mim, o presidente do FC Porto [na altura, Jorge Nuno Pinto da Costa] não me deixou sair para o Barcelona. Disse-me que iria ficar mais um ano e que, depois, me deixaria sair. Fiquei e a minha obsessão era jogar bem. Felizmente, no meu caso, pude ir para onde queria", concluiu.

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