O Congresso foi convocado para o período entre 23 e 25 deste mês, mas a sua preparação decorre num ambiente de divergências e divisão no partido fundado por Holden Roberto. Para os preparativos do conclave, existem duas comissões preparatórias: uma, integrada por membros do Comité Central, sob coordenação de Ndonda Nzinga, e a outra, criada pela direcção cessante, que tem à testa o jurista e professor universitário João Roberto Soki.

A comissão coordenada por Ndonda Nzinga parece estar mais acelerada, tendo já encerrado praticamente todo o processo preparatório. A comissão chefiada pelo professor Soki só arranca com as assembleias provinciais no próximo sábado. Estes encontros servem para eleger os delegados ao Congresso.

Numa altura em que restam apenas 20 dias para o arranque do conclave, paira a dúvida sobre se esta comissão vai a tempo de concluir as assembleias electivas num período razoável, bem como marcar o período de campanha.

A comissão chefiada por Ndonda acusou a recepção de sete candidaturas, das quais apenas cinco foram aprovadas. Do outro lado, não se sabe quais são os candidatos, nem se o presidente cessante, Nimi a Simbi, concorre à sua própria sucessão, já que, até agora, não houve uma declaração pública sobre essa pretensão.

Para concorrerem à liderança do partido, foram já apuradas as candidaturas de Carlito Roberto, filho do líder histórico, Álvaro Holden Roberto; Fernando Pedro Gomes, Daniel Afonso, Kiaku Kiala e Sofia Francisco.