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Internacional croata concedeu uma entrevista ao 'As' onde explicou a ligação com vários portugueses

Este verão, Luka Modric assinou um novo contrato com o Milan de Ruben Amorim e começou a segunda época em Itália, numa carreira recheada de sucessos. Em entrevista ao 'As', o internacional croata, que irá fazer 41 anos dia 9 de setembro, abordou vários temas da sua vida futebolística.

"Estou muito feliz em Milão. A cidade é linda. O Milan era a minha equipa quando era pequeno. Nunca imaginei que o meu caminho me trouxesse para aqui. Não tive muitas dúvidas quando a oportunidade surgiu", começou por dizer antes de abordar a renovação.

"Sempre quis continuar. Podia ter renovado logo em novembro [de 2025], mas tinha dito ao clube que queria esperar para ver como me sentia, para perceber se ainda teria o mesmo desejo e motivação. A temporada não terminou da melhor maneira, mas, depois de conversar com o novo treinador [Ruben Amorim] e a direção do clube, mostraram-me que querem que eu seja uma parte muito importante do novo projeto. Isso também pesou na decisão de continuar", acrescentou.

Esta época, a formação rossonera irá defrontar o Benfica na Liga Europa, um dos troféus que o médio ainda não ganhou, assim como a Serie A, mas ao qual aponta à conquista. "O Milan tem sempre de pensar em ganhar títulos pela história que tem, mas temos de ir passo a passo. Temos um novo treinador, houve muitas mudanças e veremos. Começámos bem, o que é sempre importante quando chega alguém com novas ideias, mas isto é só o começo. O desejo de todos é vencer algum título", garantiu.

Apesar de estar prestes a fazer 41 anos, Modric ainda não definiu quando é que irá pendurar as chuteiras.

"Parece que existe essa ideia que, ao atingir uma certa idade, temos de nos retirar, mas eu não concordo. Sinto-me bem e amo o que faço há mais de 30 anos. Quando se faz algo que se ama, não considero trabalho. Sei que o fim está se a aproximar, mas não sei se será no final desta época ou depois. Tento aproveitar o presente e ver o que o meu corpo me diz", explicou o jogador que, tal como Cristiano Ronaldo, se caracteriza pela longevidade.

Relativamente ao português com quem partilhou balneário no Real Madrid entre 2012 e 2018, Modric é bastante claro: "É um monstro, um fenómeno. Não tenho dúvidas que vai alcançar essa marca [dos mil golos]. Tudo o que fez e continua a fazer, a maneira como compete, dando tudo de si, é admirável. Tenho um carinho por ele por tudo o que fizemos no Real Madrid. Por isso, espero que alcance essa marca o mais rapidamente possível. Tenho a certeza que vai consegui-lo. O talento para marcar golos, o carácter, a fé e a confiança dele são incríveis."

A última vez que ambos se encontraram foi no Mundial'2026, quando Portugal eliminou (2-1) a Croácia nos 16avos de final, com alguma polémica à mistura, devido a um golo anulado aos croatas nos instantes finais do jogo graças a um 'chip' na bola que detetou um toque quase impercetível.

"Foi uma frustração enorme perder daquela maneira. Fomos melhores, sobretudo na segunda parte. Relativamente à tecnologia, acho que é boa em alguns aspetos, mas é mal usada e a favor de quem é maior. Não gosto de falar sobre estas coisas, mas não foi apenas o golo anulado no final. Houve um penálti a favor de Portugal que o árbitro disse-nos que não tinha visto nada e ambos os jogadores se estavam a agarrar. O VAR só devia intervir se for um erro 300% claro. As decisões fazem parte do futebol e devem ser tomadas pelo árbitro", afirmou o centrocampista e capitão da seleção derrotada. O jogador confessou que deve continuar a jogar pela Croácia até devido à boa relação que tem com o novo selecionador Slaven Bilic.

O temível Real Madrid de José Mourinho, "um dos melhores treinadores da história"

É impossível falar de Modric sem falar do Real Madrid, clube pelo qual brilhou entre 2012 e 2025 e onde também ganhou uma Bola de Ouro em 2018. E, de regresso aos merengues, está José Mourinho, o treinador que o recrutou ao Tottenham há mais de 14 anos. Para o jogador com mais títulos - 27(!) - na história do clube espanhol, Florentino Pérez tomou uma boa decisão ao trazer o técnico português de volta.

"Já se vê que este é um Real Madrid diferente, temível e que me agrada. A contratação do Mourinho foi uma decisão sábia, é a melhor opção, considerando o clube e a equipa. Tem uma personalidade incrível e foi ele quem me trouxe", relembrou antes de revelar a importância do 'Special One' no negócio.

"Na altura, ele disse 'Quero o Modric ou mais ninguém'. Pela forma como decorreram as negociações, talvez o Real Madrid tivesse desistido do negócio se não fosse ele. O meu único arrependimento é ter trabalhado apenas um ano com o Mourinho. A maneira como ele se preparava para os jogos era incrível. Entrávamos em campo sabendo exatamente tudo o que iria acontecer. Faria qualquer coisa por ele. Embora não falemos muito, desejo-lhe sempre o melhor. É um dos melhores treinadores da história", concluiu.

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