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0" class="w-full" :src="`https://media-manager.noticiasaominuto.com/1920/${images[activeSlide]['media_source'].replace('.jpg', '.webp')}`" alt="Centenas protestam junto ao parlamento espanhol por medidas de habitação" width="1920" height="540" /> 2 Fotos

A maioria dos manifestantes chegou às imediações do edifício do Congresso dos Deputados de Espanha depois de uma marcha de cerca de 600 metros desde a praça Porta do Sol, onde está instalado um acampamento desde sábado em protesto pela crise na habitação e para pedir medidas aos poderes políticos.

A polícia instalou um grande dispositivo de segurança nas imediações do parlamento, com os acessos ao edifício cortados e barreiras.

O parlamento espanhol vota hoje dois decretos do Governo com medidas para a habitação, num plenário extraordinário que arrancou às 11:00 locais (10:00 em Lisboa) e que foi convocado após mais de uma semana de protestos nas ruas que têm mobilizado diária e permanentemente milhares de pessoas em várias cidades.

Os dois partidos na coligação de Governo em Espanha (socialistas e Somar) não têm maioria absoluta no parlamento e nenhum dos decretos tem votos para ser ratificado, segundo o que revelaram até agora os vários grupos representados no Congresso dos Deputados (câmara baixa).

Um dos decretos estabelece um regime de contratos de arrendamento indefinidos, com renovações automáticas e o outro contém medidas extraordinárias e temporárias focadas, sobretudo, nos despejos, controlo das subidas das rendas e limites à compra de casas por fundos de investimento.

Os partidos de esquerda já disseram que vão votar a favor dos dois decretos, enquanto o Partido Popular (PP, conservador e maior grupo no parlamento) e o Vox (extrema-direita e terceiro maior grupo) anunciaram votos contra.

Também os independentistas conservadores Juntos pela Catalunha (JxCat), liderados por Carles Puigdemont, disseram que votam contra se não houver mudanças na redação dos textos.

O plenário de hoje arrancou com a presença de quase todos os ministros no parlamento, incluindo o primeiro-ministro, o socialista Pedro Sánchez.

Dirigentes do Partido Socialista Espanhol (PSOE) e ministros citados pelos jornais espanhóis esta manhã dizem que há possibilidade de serem convocadas eleições legislativas antecipadas se nenhum dos decretos for aprovado hoje.

"Hoje é um dia muito grave. O que o povo pediu na rua está prestes a cair no Congresso", disse hoje, antes do início da marcha desde a Porta do Sol, uma porta-voz do Sindicato das Inquilinas e Inquilinos, a associação que tem convocado e coordenado os protestos nas ruas.

A porta-voz apelou à mobilização e garantiu que os protestos vão continuar, seja qual for o resultado da votação de hoje.

Milhares de pessoas têm-se mobilizado em protestos nas ruas desde quarta-feira da semana passada, após o despejo de Maricarmen Abascal, uma mulher de 87 anos, da casa onde viveu desde 1956, no centro de Madrid.

A maior concentração é um acampamento permanente na Porta do Sol, em Madrid, instalado no sábado e que, segundo os organizadores e os meios de comunicação social, tem crescido todos os dias e conta agora com mais de 2.000 tendas.

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