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A Federação Inglesa de Futebol (FA) divulgou, ao início da manhã desta sexta-feira, um comunicado através das plataformas oficiais, no qual se pronuncia pela primeira vez sobre o facto de o Manchester City ter sido considerado culpado de cometer 114 das 115 violações dos regulamentos financeiros da Premier League de que era suspeito, entre os anos de 2009 e 2018.
"A decisão do Comité Independente ter implicações significativas na integridade do jogo. Estamos a considerar cuidadosamente a decisão e as suas implicações, e iremos tomar ações quando forem apropriadas. Enquanto os procedimentos entre a Premier League e o Manchester City permanecem em curso, não pretendemos prestar mais comentários, neste ponto. Iremos, ainda assim, continuar a acompanhar os desenvolvimentos atentamente", pode ler-se.
Na base da polémica, recorde-se, estão alegações de que os proprietários dos citizens teriam levado a cabo sucessivas injeções de dinheiro no clube, 'mascarando' as mesmas de acordos de patrocínio, de maneira a que este não sofresse qualquer tipo de sanção desportiva por apresentar consideráveis perdas financeiras.
O 'colosso' da Premier League é, ainda, alvo de uma série de outras suspeitas, nomeadamente, de não declarar pagamentos realizados a treinadores e jogadores feitos sob falsos contratos de consultoria, ou de ter prestado testemunhos falsos durante a investigação levada a cabo pelas autoridades.
A controvérsia atingiu tamanhas dimensões que, esta semana, o próprio primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, se mostrou "verdadeiramente preocupado" com a possibilidade de os proprietários do Manchester City virem a decidir vender o clube, para 'escapar' a eventuais punições.
A oposição não tardou a responder, catalogando estas palavras de "completamente inadequadas" e "extraordinárias", o que levou Downing Street a reagir oficialmente, através de uma nota oficial no qual refere que, "tal como o primeiro-ministro deixou claro, o julgamento inicial é grave e não pode haver sugestões de que alguém está acima das regras".
"Ele também sublinhou que este é um processo independente que está em curso. É essencial que lhe seja permitido seguir o seu curso e que o desfecho seja respeitado. Sejam quais forem as irregularidades estabelecidas, os responsáveis devem enfrentar as consequências apropriadas", acrescenta.
Quem também já se pronunciou publicamente sobre este caso foi a Etihad, companhia de aviação dos Emirados Árabes Unidos que dá nome ao estádio do Manchester City desde 2009, que rejeitou "categoricamente qualquer investigação, conclusão ou implicação que sugira que a empresa esteve envolvida em acordos comerciais impróprios".
"A Etihad está muito preocupada com a forma como o assunto foi divulgado publicamente. A falta de clareza e transparência, somada à divulgação seletiva de informações, prejudicou a Etihad. A Premier League deve assumir as consequências da forma como essa investigação foi apresentada", aponta.
"A Etihad tem imenso orgulho da sua longa relação com o Manchester City. O nome da Etihad tem sido ostentado com orgulho pelo clube e pelo estádio há muitos anos e, como parte dessa relação, conectamos milhões de torcedores ao redor do mundo. O nosso compromisso com o Manchester City, os seus adeptos e os nossos acordos continua firme", conclui.
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