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Christa Pike é a primeira pessoa a sobreviver à pena de morte depois de ter resistido a duas injeções letais. Porém, esta não é a primeira história inimaginável a acontecer numa sala de execuções.

Segundo dados do Centro de Informação da Pena de morte, dos Estados Unidos, cerca de 3% das execuções, que aconteceram entre 1890 e 2010, sofreram algum percalço.

A maioria das situações inesperadas aconteceram em penas de enforcamento, refere o NY Post, seguindo-se as eletrocussões.

Em 1901, o enforcamento do detido conhecido como Tom “Black Jack” Ketchum, correu mal quando a cabeça do homem se desprendeu instantaneamente do corpo, acabando decapitado. Revela o relatório que no momento da execução não foi tido em conta o facto de o homem ter engordado vigorosamente no tempo em que esteve na prisão.

Já em 1990, a cabeça de Jesse Tafero, um polícia assassino, deflagrou em chamas durante a sua eletrocussão. Por engano, foi usada uma esponja sintética debaixo do capacete, transformando-o num curto-circuito humano.

Sete anos depois, um incidente semelhante aconteceu com Pedro Medina. A cabeça do homem deflagrou em chamas e a sala de execução ficou cheia de fumo, o que provocou o caos. O momento chegou a ser noticiado, em 1997, no LA Times e a morte do imigrante cubano, de 37 anos, foi amplamente usada para recordar o lado bárbaro deste tipo de execuções.

Já a injeção letal — que se destinava a ser a forma moderna e humana de executar um assassino — registou 75 tentativas mal sucedidas até 2010.

Durante a execução de Clayton Lockett, o sangue do homem salpicou todo contra o corpo do médico que tentou introduzir uma agulha de injeção letal na sua virilha. Em casos semelhantes, outros três reclusos ficaram cobertos de feridas perfurantes, contusões e cortes, enquanto a equipa médica tentava, sem sucesso, inserir agulhas nas suas veias.

Um recluso, conta o NY Post, permaneceu amarrado à cama durante 90 minutos enquanto os paramédicos lhe aplicavam picadas repetidamente.

Christa Pike, a única mulher condenada à morte no Tennessee e a primeira a ser executada no estado em mais de 200 anos, sobreviveu às duas doses letais de pentobarbital administradas durante a execução.

Pike permaneceu acordada, falou e cantou com o guia espiritual, após o início da administração do fármaco e, após a primeira dose, continuou a mover-se e a respirar de forma audível.

A jornalista Catherine Sweeney, da emissora WPLN, explicou que o protocolo do Tennessee prevê uma primeira administração de pentobarbital e, se necessário, uma segunda dose.

As testemunhas indicaram que, após esses dois momentos, Pike continuou a respirar e a emitir sons, incluindo roncos fortes, além de realizar movimentos com a cabeça e o pescoço.

O caso encontra-se numa situação extraordinária, uma vez que Pike sobreviveu às duas doses de pentobarbital, e os advogados sustentam que o protocolo estadual não prevê o que acontece nessa circunstância.

Christa Pike encontra-se em condição crítica num hospital do Tennessee após duas tentativas falhadas de execução por injeção letal, segundo informaram os seus advogados, Randy Spivey e Stephen Ferrell, que solicitaram que a pena lhe seja comutada.

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