Trata-se do espectáculo “Kapulungo”, do grupo de teatro 14 de Abril, “Havemos de voltar”, do Ku-Sakirila, “O Tribunal”, do Tunga Layé, e “Nguxi, o Sonhador”, do Nova Lua Teatro, exibidos no Auditório Armando Fandamo Ndembo, no município do Sumbe, na abertura das celebrações do 104.º aniversário natalício do Poeta Maior.

O director Artístico do grupo teatral 14 de Abril, Eugénio Kissaba, explicou que a peça “Kapulungo” aborda questões relacionadas com a preservação da identidade cultural angolana, numa perspectiva de valorização do pensamento e da obra de Agostinho Neto.

O espectáculo de teatro, referiu, estabelece uma ligação com a produção literária de Neto, com referência a poemas como “Adeus à Hora da Largada” e “Caminhos do Mato”, enquanto expressão da identidade, da História e da realidade do povo angolano.

Por sua vez, o director-geral do grupo Ku-Sakirila, Lero Cayanga, disse que a peça “Havemos de Voltar” retrata, de forma resumida, aspectos da vida política e poética de António Agostinho Neto, destacando o seu percurso na luta pela libertação de Angola.

A obra narra o papel desempenhado pelo primeiro Presidente de Angola na condução do povo angolano para a conquista da liberdade, contribuindo para a eternização da figura e do legado deixado à Nação.

Por seu turno, o director Artístico do grupo teatral Tunga Layé, António da Silva, referiu que a peça “O Tribunal” retrata a vida e obra de Agostinho Neto, com particular enfoque sobre a opressão vivida durante o período colonial.

A obra, revelou, procura recordar a luta que conduziu à libertação nacional, contribuindo para a elevação do patriotismo e do sentido de cidadania, sobretudo entre as novas gerações.

Já a peça “Nguxi, o Sonhador”, de acordo com o director Artístico do grupo Nova Lua Teatro, Ezequiel Graciano, centrada na história de um jovem que perde os progenitores, revela talento para a poesia e alimenta o sonho de construir uma Angola melhor.

Ezequiel Graciano explicou que a obra procura enaltecer os feitos de Agostinho Neto, por intermédio da sua produção literária, utilizando o teatro como meio de transmissão dos seus ideais, valores e visão de uma sociedade angolana livre e melhor.

Governador provincial
Ao intervir na abertura da sessão, o governador provincial do Cuanza-Sul, Eugénio Laborinho, destacou a escolha do teatro de forma a aproximar os artistas do público e das instituições, proporcionando aos grupos teatrais da província uma oportunidade para apresentarem o seu talento e criatividade.
 
“Ao escolhermos o teatro para abrir as celebrações desta importante efeméride, pretendemos criar um momento de aproximação entre os artistas, o público e as instituições”, afirmou o governante, considerando as artes cénicas como importantes na construção da identidade cultural, por constituírem espaços, onde a sociedade pode reflectir sobre a sua história, os seus desafios e os valores que marcam a vida colectiva.

“Um palco não é apenas um espaço onde se apresenta uma peça, mas também um espaço onde a sociedade se vê, se questiona, aprende e se reconhece, é neste contexto que esta sessão ganha particular relevância”, realçou.