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Um grupo de colonos israelitas destruiu hoje um monumento dedicado à jornalista de internacional da Al Jazeera Shireen Abu Akleh, assassinada pelo Exército israelita em 2022, informou a agência oficial de notícias palestiniana Wafa.

Os civis, que segundo a agência estavam armados, viajavam em dois veículos quando atacaram a zona onde se encontra o monumento que o município de Aja, na Cisjordânia ocupada, ergueu na entrada da cidade, em 2022, em homenagem à jornalista de nacionalidade americana, informaram fontes locais à Wafa.

Abu Akleh morreu assassinada a 11 de maio de 2022 com um tiro na nuca disparado pelo Exército israelita quando fazia a cobertura de uma operação em Jenin, também na Cisjordânia ocupada.

A repórter veterana vestia um colete à prova de bala com a inscrição "IMPRENSA" quando uma bala a atingiu no pescoço e a matou instantaneamente.

Na altura, Israel investigou internamente e admitiu que existia uma "alta probabilidade" de que as suas forças matassem "por engano" a jornalista, mas recusou abrir uma investigação criminal, alegando que as suas tropas agiram em conformidade com o protocolo enquanto eram alvo de tiros de milicianos palestinianos.

No entanto, houve testemunhas que asseguraram que não havia milicianos perto da jornalista e cerca de uma dezena de investigações independentes de organizações palestinianas e israelitas, bem como meios como a AP, The New York Times ou a CNN, determinaram que foi assassinada com um tiro israelita.

Hoje, a Associação da Imprensa Estrangeira de Israel (FPA, em inglês) mostrou-se "alarmada" com as afirmações "perigosas e difamatórias" publicadas em meios israelitas contra um fotógrafo da agência francesa France Presse que fez a cobertura de um tiroteio na Cisjordânia, ao sugerir que este tinha conhecimento do ataque.

No ataque, morreram dois militares israelitas com tiros de atacantes palestinianos na passagem de Judéia, perto de Hebron (sul da Cisjordânia ocupada), segundo informações do Exército israelita.

Após o ataque, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou uma operação militar de grande envergadura na Cisjordânia ocupada.

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