A avaliação é do ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, proferida ontem, em Luanda, durante a cerimónia de outorga dos certificados aos vencedores.

O governante destacou que as distinções são motivo de orgulho nacional e provam a prontidão dos quadros locais para competir além-fronteiras. 

 Ao analisar as peças premiadas, o ministro sublinhou a relevância dos temas abordados, como o Porto e o Corredor do Lobito, que evidenciam o papel estratégico da imprensa na valorização de projectos estruturantes para a conectividade e o desenvolvimento económico regional.

 “O Governo reconhece a Comunicação Social como um factor estratégico para a integração e a consolidação da democracia”, assegurou Mário Oliveira, lembrando que a actual era de transformação tecnológica exige uma imprensa moderna, responsável e sintonizada com a actualidade. 

Nesse sentido, o ministro garantiu que o sector vai continuar a investir na capacitação e no aperfeiçoamento técnico dos profissionais, incentivando o surgimento de conteúdos rigorosos e capazes de traduzir o impacto das mudanças regionais na vida dos cidadãos. 

Para o titular da pasta, o prémio funciona como um selo de excelência e um estímulo indispensável para projectar a imagem de Angola com ética e responsabilidade no plano internacional. 

Mário Oliveira sublinhou que, ao verem os seus trabalhos reconhecidos além-fronteiras, os profissionais angolanos não só elevam o padrão do jornalismo feito no país, mas também actuam como embaixadores da verdade, mostrando ao mundo o potencial económico, a estabilidade e o novo dinamismo de uma Angola em pleno desenvolvimento.

Títulos desde 2021
O presidente do Comité Nacional de Adjudicação (CNA/Angola), Anastácio de Brito, destacou que, desde 2021, o país tem conquistado consecutivamente o Prémio SADC de Jornalismo em várias categorias.

Na edição deste ano, 28 profissionais submeteram candidaturas, resultando na premiação de dois jornalistas nacionais: um arrebatou o primeiro lugar em Fotojornalismo, enquanto o outro garantiu o segundo lugar na categoria de Imprensa. 

Para o responsável, este desempenho histórico reflecte o comprometimento da classe e o rigor na abordagem de temas cruciais da actualidade regional. 

 Anastácio de Brito sublinhou que os prémios arrecadados funcionam como um indicador claro de que o jornalismo feito em Angola está a evoluir a passos largos, consolidando uma narrativa técnica e analítica capaz de colocar os profissionais nacionais ao mesmo nível dos melhores padrões de exigência internacional.

Historial
Em 2021, Angola venceu a categoria de Imprensa. Um ano depois, o país voltou a vencer as categorias de Rádio e de Televisão, assim como o segundo lugar da categoria de Imprensa. Em 2023, Angola venceu nas categorias de Imprensa, Rádio e Televisão. 

No ano seguinte, 2024, o país voltou a obter o segundo lugar da categoria de Televisão. Em 2025, Angola alcançou o segundo lugar na categoria de Imprensa.

Este ano, Dome Semedo, da Edições Novembro, foi o vencedor na categoria de Fotojornalismo, com 69,82 pontos, enquanto o jornalista Aurélio Janeiro, da Agência Angola Press (Angop), colocado na província do Huambo, ficou com o segundo lugar.

  Vencedores consideram prémio um dos maiores reconhecimentos da carreira
Os vencedores do Prémio SADC de Jornalismo 2026 consideraram o galardão o topo do reconhecimento profissional para a classe jornalística angolana na Região Austral. 

   Durante a cerimónia de outorga, realizada ontem no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), em Luanda, Dome Semedo, do Jornal de Angola — vencedor do primeiro lugar na categoria de Fotojornalismo com a obra “Porto do Lobito - Porta de entrada e saída da SADC” —, destacou que a distinção coloca o país num patamar de relevo entre as 16 nações concorrentes.

  Semedo lembrou que a carreira jornalística impõe duros sacrifícios cotidianos. “Como profissional, precisei muitas vezes de me dividir entre a família e o trabalho. Mesmo sem hora para voltar para casa, sempre mantive o sentimento de dever cumprido”, ressaltou.

 Na mesma linha, o jornalista Aurélio Janeiro, da Agência Angola Press (Angop) — distinguido com o segundo lugar na categoria de Imprensa pela reportagem “Corredor do Lobito - Porta vital para a revolução da Economia” —, declarou-se lisonjeado. 

 Para ele, o prémio representa uma das maiores honrarias da sua trajectória. “Este prémio não é só meu, é do país. A partir deste momento, estamos no topo de uma montanha onde os olhos de todos se voltam para nós, acompanhando o nosso trabalho”, sublinhou Janeiro, reafirmando o compromisso de continuar a produzir com humildade para elevar a Comunicação Social angolana. “Quero continuar a inspirar outros jovens a seguirem a carreira”, salientou.

Distinção
A embaixadora do Prémio SADC de Jornalismo em Angola, Flávia Faustino, considera que a conquista de dois prémios nacionais na mesma edição prova que o país dispõe de quadros altamente qualificados para impulsionar a África Austral no domínio da comunicação.

 “Ficámos muito felizes por saber que ambos os candidatos apresentaram projectos emblemáticos para o país, com argumentos robustos e capazes de captar a atenção do espaço regional. O Corredor e o Porto do Lobito são, hoje, exemplos incontornáveis de referência para o desenvolvimento da nossa comunidade”, vincou a diplomata.

Escolha do júri
Sobre a selecção dos distinguidos, Quintiliano dos Santos, membro do júri na categoria de Fotojornalismo, confessou ao Jornal de Angola que a avaliação esteve longe de ser uma tarefa fácil. 

No entanto, os detalhes técnicos e narrativos acabaram por ditar a escolha final. “Encontrámos uma imagem que falasse por si”, justificou.

A cerimónia de outorga dos certificados aos vencedores do Prémio SADC de Jornalismo 2026 contou com a presença do ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, bem como dos secretários de Estado para a Comunicação Social, Nuno Caldas, e para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Ângelo Buta João. O acto solene foi igualmente prestigiado por presidentes dos Conselhos de Administração das empresas públicas e privadas de Comunicação Social do país, além de diversos profissionais da classe.


Pedro Bica e Nelma Inglês