O Chefe de Estado proferiu essas declarações na mensagem sobre o Estado da Nação, no âmbito da abertura da 5.ª Sessão Legislativa da V Legislatura da Assembleia Nacional.
João Lourenço referiu que têm sido feitos investimentos na construção e apetrechamento de hospitais militares em várias regiões do país, estando em curso a segunda fase da requalificação do Hospital Militar Principal e a construção do novo Hospital Militar de Luanda, assim como a construção e apetrechamento dos hospitais militares regionais de Cabinda, Huambo e do Moxico.
Neste período, adiantou o Estadista angolano, foi dada particular atenção ao reforço da capacidade naval, através do reequipamento com meios diversos e com maior incidência para o ramo da Marinha de Guerra.
“Para o efeito, estão em curso investimentos na implementação do Programa de Coordenação e Vigilância Marítima, através da construção e apetrechamento das infra-estruturas da Região Naval Norte e das infra-estruturas complementares de Observação Costeira, bem como a produção, fornecimento e aplicação de torres de observação e vigilância na orla marítima da Região Naval Sul”, disse o Presidente da República.
Na ocasião, o Chefe de Estado informou, ainda, que as bases navais do Soyo e de Luanda foram modernizadas e encontram-se em estado avançado as obras de construção do Centro Regional de Coordenação e Vigilância Marítima do Namibe.
“Para garantir uma presença efectiva do Estado em toda a extensão da costa marítima, desde o mar territorial até à Zona Económica Exclusiva, arrancam em breve as obras da grande Base Naval de Kinkankala, na província do Bengo”, assegurou no hemiciclo.
João Lourenço sublinhou que o país está a desenvolver a sua indústria de defesa, decorrendo nesta altura os trabalhos para conclusão da linha de montagem de veículos blindados e camiões para equipar as Forças Armadas Angolanas (FAA) e demais órgãos de Defesa e Segurança.
“A autossuficiência alimentar e de vestuário e calçado para as FAA constitui, igualmente, prioridade, que está a ser progressivamente alcançada”, acrescentou o Estadista angolano.
No domínio da Ordem Interna, o Presidente da República reafirmou que a prioridade fundamental continua a ser a segurança do cidadão, defendendo que o Estado deve estar presente onde o cidadão vive, trabalha e circula.
Estabilidade político-militar
Relativamente à situação político-militar do país, o Presidente João Lourenço considerou-a estável e enalteceu o papel dos órgãos castrenses, que cumprem com mérito a missão constitucional de defesa do Estado e de salvaguarda da ordem pública.
O Chefe de Estado alertou, no entanto, que esta estabilidade não deve ser entendida como ausência de riscos, num cenário global e regio-nal marcado por conflitos
armados, proliferação do terrorismo, pirataria e criminalidade transnacional.
Por essa razão, defendeu a urgência de manter as instituições de Defesa e Segurança preparadas para responder tanto aos desafios tradicionais quanto às novas ameaças à paz e à segurança nacional.
Diante deste panorama de incertezas globais, o Estadista angolano garantiu que o processo de modernização, reestruturação, reequipamento e valorização das Forças Armadas continua o seu curso normal e segue em ritmo acelerado.
João Lourenço sublinhou que o investimento nas Forças de Defesa não visa uma postura belicista, mas sim assegurar a paz interna e con-
solidar a dissuasão contra quaisquer ameaças externas.
O objectivo central é adequar as FAA às reais e contemporâneas necessidades da Defesa Nacional, promovendo a formação contínua de novos efectivos e a aquisição de meios técnicos modernos, indispensáveis para manter a so-
berania e a integridade territorial de Angola.

