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Tijjani Reijnders concedeu, esta quarta-feira, uma extensa entrevista à estação televisiva neerlandesa NOS, na qual assumiu, sem qualquer tipo de rodeio, que o dinheiro foi o principal motivo pelo qual tomou a decisão de abandonar o Manchester City rumo ao Al-Qadisiyah, a troco de uma verba na ordem dos 60 milhões de euros.
"Serei um ganancioso? Não vou negá-lo", atirou, entre risos, o futebolista de 28 anos de idade, que assinou um contrato válido para os próximos cinco anos com os atuais quartos classificados do principal escalão do futebol da Arábia Saudita, que, feitas as contas, lhe irá valer um encaixe financeiro total próximo dos 100 milhões de euros.
"Se foi o único clube disposto a pagar uma quantia com a qual o Manchester City ficasse satisfeito? Sim, na verdade, foi esse o caso. Também houve outros clubes interessados, mas não deram seguimento ou fizeram face ao preço pedido", prosseguiu o médio, que chegara ao Etihad Stadoum há apenas um ano, por cerca de 55 milhões de euros.
"Eventualmente, eu comecei a pensar 'Será que quero ficar no Manchester City por outra temporada sem não estar completamente satisfeito? Ou parto para uma nova aventura?'. Depois, tive uma conversa com o Al-Qadisiyah. Após essa conversa, fiquei entusiasmado", completou.
Questionado sobre a maneira como o Al-Qadisiyah o convenceu a deixar o 'todo-o-poderoso' futebol inglês, Tijjani Reijnders foi igualmente direto: "O salário que me foi oferecido... Só tentar dizer 'não' a isso, enquanto pessoa ou jogador... Podemos ser todos cruzados moralistas e dizer 'Eu não faria isso', mas penso que a maior parte das pessoas diria 'sim' ao dinheiro".
"É claro que o dinheiro desempenhou um papel. Depois da minha carreira, eu não quero trabalhar mais. Já não teria de o fazer, depois do Manchester City, de qualquer maneira, mas, agora, também vou conseguir ajudar as próximas gerações da minha família. Escolhi a segurança. Não vou mentir sobre isso", assumiu.
"Se os meus netos vão poder viver disto, por que é que não aceitaria? Penso que várias pessoas pensam que a tua carreira está acabada se vais para a Arábia Saudita, mas não é verdade", concluiu o médio, que, conta, no currículo, também com passagens por Zwolle, AZ Alkmaar, RKC Waalwijk e AC Milan.
A verdade é que, apesar da decisão de partir para o Médio Oriente, Tijjani Reijnders foi mesmo incluído naquela que foi a primeira lista de convocados do novo selecionador dos Países Baixos, o espanhol Xavi Hernández (que sucedeu no cargo a Ronald Koeman, antigo treinador do Benfica), para as quatro primeiras jornadas da Liga das Nações.
Pela frente, os neerlandeses vão ter embates com Alemanha (já na quinta-feira, na Johan Cruyff Arena), Sérvia (no domingo, no Stadion Rajko Mitic), Grécia (a 1 de outubro, quinta-feira, no Toumba) e, uma vez mais, Sérvia (a 4 de outubro, domingo, desta feita, no Philips Stadion).
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