Diamantino Pedro de Azevedo, que falava durante uma visita de trabalho ao projecto mineiro, afirmou que as obras da mina registam um bom ritmo de execução, por se tratar de um empreendimento de extrema importância para o país, uma vez que os elementos de terras raras são, actualmente, considerados minerais estratégicos e críticos para a economia global.

“Quando se atingir a fase de produção, teremos também este mineral a ser explorado no país. Apesar de muito trabalho já realizado, há ainda algumas etapas por vencer, pois a actividade mineira tem uma fase muito difícil, de alto risco e longo período de maturação, que é a prospecção. Se hoje estamos aqui, isso demonstra o desenvolvimento do trabalho em curso, para a actividade de extracção, transformação e construção da bacia de rejeitados”, disse.

O governante revelou que ainda existem outros desafios relacionados com as populações que permanecem em algumas áreas abrangidas pelo projecto da mina, situação que, segundo afirmou, está a ser resolvida.

Apesar de a transformação das terras raras em produtos intermédios ou finais ser uma actividade complexa e concentrada num número reduzido de países, o ministro manifestou satisfação pelo facto de a empresa já ter iniciado estudos, para além da produção do concentrado, realizar no país, nos próximos anos, a separação e refinação dos minerais produzidos.

“Vamos também trabalhar com a empresa para que, daqui a alguns anos, após o início da produção, possamos avançar para além do concentrado, que já constitui uma etapa difícil, rumo à separação e refinação dos produtos. Portanto, considera-se um projecto de alta complexidade, que, aos poucos, vai concretizando os seus objectivos”, afirmou.

Diamantino de Azevedo destacou ainda o interesse do projecto da Ozango Minerais, que, segundo explicou, começou com a participação de empresas privadas angolanas de menor dimensão, tendo posteriormente atraído empresas de maior porte, como é habitual na indústria extractiva.

“Temos aqui reservas já aprovadas com base na metodologia JORC, que é uma das mais conceituadas do mundo, e que permitem perspectivar uma exploração por mais de 20 anos nesta mina”, referiu.

O ministro acrescentou que a mina do Longonjo poderá figurar entre as maiores unidades de exploração de terras raras do mundo, com a produção de quatro elementos minerais.

Segundo explicou, inicialmente, eram considerados apenas dois elementos, mas estudos posteriores permitiram identificar outros componentes com potencial de exploração.

“Isso vai colocar Angola no mapa da produção de terras raras, da sua transformação e até da refinação”, salientou.