A madeira foi exportada por via do Posto Fronteiriço do Catuitui, no município do Savate, tendo como destino a Namíbia e África do Sul.

De acordo com Álvaro Pires, o valor arrecadado resulta das exportações e dos serviços relacionados com a actividade florestal, como emissão de certificados de exportação e de origem, guias de trânsito, inspecções, vistorias e licenciamento da actividade florestal.

Os dados apresentados indicam, ainda, que, entre Janeiro e Junho, a província emitiu seis novas licenças de corte, o que permitiu, até ao momento, a exploração de 3.000 metros cúbicos de madeira, dos 4.000 previstos para a presente campanha florestal.

Foram, ainda, emitidos 37 certificados fitossanitários, documentos que permitiram a exportação da quantidade exportada no semestre.

Apreensão de madeira 
No período em referência, o IDF apreendeu 3.380 metros cúbicos de madeira da espécie girassonde, explorada de forma ilegal nos municípios do Caiundo, Cuangar e Savate, na província do Cubango.

Segundo Álvaro Pires, a maior parte dos casos de exploração ilegal envolve operadores estrangeiros em colaboração com os cidadãos nacionais, sobretudo com os membros das comunidades locais.

“Muitos cidadãos nacionais são aliciados com valores monetários, com o objectivo de facilitar a entrada e actuação dos operadores estrangeiros, permitindo o corte e transporte da madeira sem as respectivas licenças”, revelou.

Na ocasião, Álvaro Pires manifestou-se preocupado com as queimadas anárquicas das florestas que, mesmo sem avançar o número de hectares devastados, têm afectado grandes extensões de terra em diferentes zonas da província, principalmente ao longo das zonas de pasto e cultivo.