Alberto Luzolo, que prestou a informação, por ocasião do terceiro aniversário da reabertura das portas, assinalado sexta-feira, explicou que entre os pacientes atendidos constam 8. 435 menores de idade e 7.916 adultos.
O porta-voz explicou, igualmente, que, do total das pessoas assistidas ao longo do período em referência, 2.996 foram internadas por causa da gravidade e extensão das queimaduras, das quais 1.738 crianças e 1.258 adultos, com registo de 429 óbitos, representando dois por cento.
Segundo Alberto Luzolo, os pacientes cujo quadro clínico apresentaram 30 por cento da superfície corporal queimada e bastante profunda, estiveram internados na área dos Cuidados Intensivos do hospital.
Ambiente doméstico
O responsável do Gabinete de Comunicação Institucional do Hospital Especializado Neves Bendinha disse que metade dos casos de queimaduras que a unidade recebeu, aconteceu dentro do ambiente doméstico.
Ao todo, afirmou, foram registados 13.107 casos, provocados por vazamento de gás butano de botijas de cozinha, líquidos superaquecidos e electricidade.
“Os acidentes domésticos continuam a ser a maior causa da queimadura da metade dos casos que o nosso hospital recebe. Esses acidentes podem ser evitados com adopção de medidas de precaução”, sublinhou.
Os casos de queimaduras por diferentes agentes lesivos continuam a preocupar os especialistas durante o tratamento dos doentes queimados, que procuram por assistência médica diferenciada no Hospital Geral Especializado Neves Bendinha, disse, o porta-voz.
As ocorrências de queimaduras em crianças dos zero aos cinco anos, alertou, continuam a constituir motivo de grande preocupação na unidade hospitalar .“Estamos a falar de uma incidência grande de crianças, que continuam a ser o alvo das queimaduras que dão entrada no Banco de Urgência do hospital e que infelizmente tem sido em número elevado acometido por este mal”, afirmou.

