A informação foi avançada ao Jornal de Angola pelo administrador Ottoniel Manuel, durante a recém-terminada Cimeira “Angola Hub Summit Logística e Transporte”, que o Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, acolheu durante dois dias.
Segundo Ottoniel Manuel, o minério transportado vem, essencialmente, da República Democrática do Congo (RDC), país detentor das maiores reservas por explorar e que utiliza o Corredor do Lobito para exportar.
Quanto à modernização da instituição e das operações, o administrador da LAR aproveitou dar nota da conclusão, em Junho, de um financiamento de 753 milhões de dólares, dos quais 553 milhões de dólares são dos Estados Unidos da América e da União Europeia e 200 milhões do Developemnt Bank of Southern Africa (DBSA).
Estes recursos obtidos estão destinados à melhoria das infra-estruturas ferroviárias e aquisição de materiais circulantes, incluindo vagões.
Entretanto, apontou o gestor da Lobito Atlantic Railway (LAR), a empresa tem estado a transportar não só minérios, mas também alguns produtos locais como, por exemplo, o combustível e o gás da Sonangol, materiais de construção e bens alimentares de uma província para outra, considerando a ligação que a linha férrea proporciona às províncias de Benguela, Bié, Huambo, Cuando Cubango e Moxico.
Estas operações permitem à LAR continuar a gerar postos de trabalho, sobretudo os indirectos, e também apoiar o surgimento de micro, pequenas e médias empresas.
“Esse efeito transformador, que a nossa actividade de transporte tem gerado ao longo das zonas de influência do Corredor do Lobito, dá-nos alguma satisfação em continuarmos a trilhar esse caminho”, afirmou.
Ottoniel Manuel disse, ainda, que o impacto das actividades da Lobito Atlantic Railway, do ponto de vista económico e social, tem haver com o apoio garantido a várias famílias, através dos empregos gerados, tendo sublinhado que até à data actual, a instituição conseguiu empregar mais de duas mil pessoas.
Por outro lado, disse, a LAR tem trabalhado directamente com pequenas empresas nacionais, nomeadamente, de segurança, as que fazem a estiva dos navios e o carregamento dos vagões.
Neste sentido, o gestor mostrou satisfação ante ao facto de as empresas que trabalham no domínio do ambiente, de higiene e outras serem todas angolanas.
“Portanto, este é o movimento transformador que temos vindo a oferecer com o projecto, além dos mineiros”, garantiu.
Não menos importante e recordado pelo administrador da LAR, é também o facto do aumento da produção nacional, da circulação de produtos agrícolas ser objectivo de suma importância na abordagem das operações do Corredor do Lobito, cuja concessão está cedida à LAR, conforme previsto na Lei há sensivelmente dois anos.
“Temos capacidade instalada e estamos inteiramente disponíveis e abertos para apoiar todas as empresas que se Xqueiram fortalecer via Corredor do Lobito. Importa somente recordar que para o caso das pequenas cargas, a transportação é da responsabilidade da empresa Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) e não da Lobito Atlantic Railway (LAR)”, detalhou o administrador Ottoniel Manuel.

