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Num artigo de opinião publicado no Daily Telegraph, Harbone defendeu que o Reform UK "precisa de mais dinheiro do que aquele que pode ser fornecido pelos seus membros" para construir uma infraestrutura comparável à dos partidos Conservador e Trabalhista.
No início deste mês, dois funcionários do Reform UK (populista, extrema-direita) demitiram-se, após alegações de que aconselharam um potencial financiador norte-americano a contornar as leis britânicas, desencadeando uma investigação interna.
Na altura, o canal televisivo Channel 4 transmitiu uma reportagem filmada com câmara oculta, na qual se vê um colaborador próximo do líder do partido, Nigel Farage, a propor um mecanismo para legitimar o donativo de 500.000 libras (cerca de 580.000 euros) de um empresário estrangeiro, montante que violaria a legislação eleitoral britânica.
Um funcionário sugeriu que o suposto empresário financiasse sondagens a título de doação em espécie, o que podia contornar o escrutínio.
O doador norte-americano e o filho eram, na realidade, um ator e um jornalista a trabalhar para uma organização denominada Verbatim Investigations, que facilitou as filmagens ao canal britânico.
Um porta-voz do partido afirmou ter já sido lançada uma investigação interna.
O líder do Reform UK, Nigel Farage, argumentou que o partido "não infringiu nenhuma lei" nem aceitou "dinheiro de origem duvidosa".
As novas acusações vêm somar-se a outras suspeitas sobre o financiamento do partido, que durante meses liderou as sondagens e está atualmente empatado com o Partido Trabalhista.
Farage enfrenta uma investigação parlamentar sobre um pagamento no valor de cinco milhões de libras (cerca de 5,8 milhões de euros) recebido em 2024 do empresário Christopher Harborne.
O montante não declarado, que Farage alegou ter sido um presente pessoal, só foi divulgado na sequência de uma reportagem do jornal The Guardian e poderá ser considerado ilícito porque aconteceu meses antes das eleições legislativas.
A polícia também está a investigar duas doações de 250.000 libras (cerca de 291.000 euros) cada, feitas nesse ano por Fiona Cottrell, mãe de George Cottrell, antigo assessor de Farage condenado nos Estados Unidos por crimes financeiros.
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