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Um adolescente esfaqueou uma professora na cabeça, na escola Milford Haven Comprehensive School, em Pembrokeshire, no País de Gales, sob o pretexto de obter ajuda com um trabalho. O ataque aconteceu em fevereiro, mas o jovem foi agora condenado a uma pena de quatro anos e meio num centro de detenção juvenil.
O menor, que tinha 15 anos na altura, entrou na sala onde a professora Vicki Williams estava, alegadamente para que a docente de história revisse o seu trabalho, na tarde do dia 5 de fevereiro. Depois, fechou a porta, argumentando sentir frio, e atingiu a mulher na cabeça com uma faca de cozinha de 20,32 centímetros, noticiou a Sky News.
Seguiu-se uma "luta violenta", durante a qual a vítima tentou tirar a faca ao agressor, que conseguiu fugir. Já em casa da avó, o adolescente confessou-lhe que algo "se apoderou da [sua] cabeça".
A professora foi transportada para uma unidade hospitalar em Haverfordwest, tendo sofrido um ferimento no couro cabeludo, arranhões nas costas e pequenos cortes nas mãos. No julgamento do jovem, Williams admitiu que, após o incidente, julgava que estava a morrer. Além disso, ainda não teve coragem de regressar ao trabalho.
"Acho que não conseguiria ser a mesma professora que era. Bastaria um aluno pedir ajuda, como ele fez, para eu entrar em pânico. Tenho medo de ficar sozinha com as crianças na escola, o que aconteceria se voltasse ao trabalho", explicou.
O adolescente, que já completou 16 anos, foi considerado culpado de um crime de ofensa à integridade física, depois de ter sido absolvido por um júri da acusação de tentativa de homicídio.
O advogado de defesa, Matthew Roberts, argumentou que a situação era "atípica" para o jovem, que relatou que atingiu a professora acidentalmente, quando esta tentou agarrar a faca.
No entanto, o juiz Paul Thomas considerou ter sido "pura sorte" que a professora não tenha ficado gravemente ferida – ou pior – e que o menor planeou o ataque "com antecedência", apesar de saber que era "muito errado".
"Não sei por que razão atacou a Sra. Williams com aquela faca; nunca contou a ninguém o motivo pelo qual o fez. Penso que pode ter sido porque, de alguma forma, ela o tenha incomodado, mas não sei ao certo porquê. O que sei com certeza é que levou uma faca para a escola naquele dia porque queria mesmo magoá-la. Sabia que ela não teria qualquer capacidade física para lhe fazer frente e, quando a esfaqueou na parte superior da cabeça com a faca, sabia que, no mínimo, isso lhe poderia causar grandes danos. Foi pura sorte ela não ter sofrido ferimentos muito mais graves, talvez até fatais. Podia tê-la matado, embora o júri tenha concluído que não era essa a sua intenção", disse.
O magistrado apontou ainda que o adolescente, que também foi condenado por posse de arma branca num recinto escolar, não demonstrou qualquer remorso pelas suas ações.
"Quero que qualquer pessoa que, no futuro, venha a pensar em fazer o mesmo, saiba o que lhe acontecerá se o fizer", disse.
O menor foi, assim, condenado a uma pena de quatro anos e meio, que cumprirá num centro de detenção juvenil.
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