“Este ano vamos ter o julgamento de Venâncio Mondlane. Nos próximos dois, três meses. Está marcado”, disse, numa transmissão em directo através da sua conta oficial na rede social Facebook, garantindo que já foi notificado da acusação e que a data de início do julgamento será definida nos próximos dias.
“É o primeiro caso na história de um candidato presidencial que vai ser julgado no Tribunal Supremo (por ser conselheiro do Estado) por acusação de incitação ao terrorismo”, afirmou, recordando que a contestação ao processo eleitoral de 2024 que liderou teve como objectivo reivindicar o que considera ser a “verdade eleitoral”.
Moçambique viveu, entre Outubro de 2024 e Março de 2025, um clima de forte agitação social, marcado por manifestações e paralisações convocadas por Mondlane, que rejeita os resultados eleitorais que deram a vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, partido no poder, tornando-se no quinto Presidente da eleito após a independência.
Segundo organizações nãogovernamentais que acompanharam o processo eleitoral, mais de 400 pessoas morreram em confrontos com a polícia. Os protestos provocaram ainda destruição de património público e privado, saques e outros actos de violência. Os conflitos cessaram após encontros entre Mondlane e Chapo, realizados em 23 de Março e 20 de Maio de 2025, no âmbito dos esforços de pacificação.

