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Português sucedeu ao chileno no Real Madrid em 2010 e foram rivais em Inglaterra

O Real Madrid de José Mourinho irá abrir a 4.ª jornada da La Liga no terreno do Betis de Manuel Pellegrini, esta sexta-feira às 20H. E, na antevisão ao encontro, o treinador português recordou a rivalidade com o treinador chileno.

"Não guardo rancor de nada porque não podemos voltar atrás no tempo. Há uma história tão longa no futebol que algumas coisas que dissemos e fizemos fazem-nos sentir idiotas. Já fiz comentários estúpidos. Se ele me ouvir, vai rir-se porque vai recordar que eu paguei por isso, no Chelsea, com o título [perdido para o Man. City de Pellegrini em 2013/14]", afirmou entre risos.

Recorde-se que Mourinho sucedeu a Pellegrini no Real Madrid em 2010. Mais tarde, o chileno assinou pelo Málaga e o português atirou 'Se o Real Madrid me deitar fora, não irei para o Málaga, irei para um grande Inglaterra ou Itália', mas não obteve resposta. Já em Inglaterra, Mourinho criticava os gastos de dinheiro do Manchester City e o estilo de jogo de Pellegrini, mas este último apenas respondeu, dizendo que o técnico do Chelsea na altura 'focava-se muito nos resultados'.

Agora, na conferência de imprensa desta quinta-feira, Mourinho deixou elogios ao próximo adversário.

"Ele tratou-me como um verdadeiro cavalheiro, num particular entre o Betis e a Roma, com um árbitro que adorava o Betis. Estávamos com sete jogadores e ele disse aos seus jogadores para não nos pressionarem. Eles poderiam ter feito oito golos, mas fizeram apenas três. Um grande exemplo como treinador e como pessoa. O Betis é uma equipa muito boa", realçou.

Raúl Asencio, defesa-central dos merengues, foi condenado a pagar 14 mil euros por conduzir embriagado e Mourinho também abordou o assunto.

"Conversei com ele quando cheguei sobre coisas do passado. Desde que cheguei, não discuto mais assuntos extracampo. Em Valdebebas, ele é um profissional exemplar. Quando estava em forma, ninguém treinava mais duro ou melhor do que ele. Agora [que está lesionado], ele é o primeiro a chegar e o último a sair", começou por dizer antes de deixar um aviso.

"Mas um jogador do Real Madrid é um jogador do Real Madrid 24 horas por dia, 7 dias por semana e 12 meses por ano. Tudo o que fazem fora do futebol ainda é o Real Madrid. Isso continua a prejudicar o prestígio de um clube que é intocável. Não estou feliz. Todos cometem erros, mas erros acumulados são diferentes", acrescentou, garantindo que a lesão do espanhol de 23 anos ajuda-o a "estar fora do problema", enquanto há uma investigação dentro do próprio clube sobre a situação.

Já Dani Ceballos, que regressou ao Betis, após rescindir com o Real Madrid, nunca esteve nos planos do treinador português, conforme o próprio revelou.

"Conversámos três minutos ao telefone. Eu disse-lhe que não contava com ele e que muitas vezes os jogadores apegam-se aos seus contratos, mas neste caso as coisas foram fáceis porque ele disse-me que preferia ter liberdade para decidir o seu futuro. Em poucos dias, o jogador e o clube chegaram a essa conclusão", contou.

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