Reunidos na passada quinta-feira, na Casa de Cultural do Rangel “Njinga Mbande”, em Luanda, a União Nacional dos Artistas e Compositores - Sociedade de Autor (UNAC-SA), Associação Única de Direitos de Autor e Conexos (AUDAC), Serviço Nacional dos Direitos de Autor e Conexos (SENADIAC), Ministério da Cultura e a Sociedade Angolana de Direito de Autor (SADIA) agregaram-se para unir esforço, com intuito de proteger as obras dos seus associados.

O músico Pedro Cabenha mostrou-se surpreso com o valor da cobrança de 80 kwanzas, preço estabelecido por Lei, pelo Órgão que rege às Finanças no país, a pagar por cada vez que é tocada música de cantores nacionais quer nas rádios, quer nas televisões e nos estabelecimentos comerciais.

O autor do tema “Catete Njila” revelou que, além de ser uma novidade, ao longo da sua trajectória artística, desconhecia sobre o valor que é cobrado às instituições comerciais que fazem uso da produção musical dos cantores nacionais.

O músico lembrou que é membro da UNAC-SA há anos e confessou que se não fosse o secretário-geral da UNAC-SA, Diogo Sebastião “Kintino”, dar a conhecer este dado no encontro de Protecção da Propriedade Intelectual, os músicos continuariam a não saber do valor exacto que é cobrado aos estabelecimentos comerciais pelo uso das canções.

Outra inquietação apresentada pelo músico foi sobre o desaparecimento de dinheiros nos cofres da UNAC-SA, “situação que levou muitos colegas a falharem na regularização das quotas pela falta de credibilidade da associação”, desabafou.

Quanto ao encontro com as associações de defesa dos direitos autorais, os seus associados esperam em ver frutos, para que haja mais celeridade no processo, porque os direitos dos músicos estão a ser violados há anos.

Apelo à transparência 
Pedro Cabenha referiu que se um associado paga suas quotas, por ver transparência, espera igualmente veracidade nos trabalhos apresentados por essas associações, assim como aguarda obter mais informações sobre protecção das suas criações intelectuais.

Para Urbanito Filho, de nome próprio Osvaldo Urbano de Castro, o encontro foi de muito importância para os artistas que almejam há anos ver protegidos os seus direitos de autor.

O filho do ícone cantor Urbano de Castro ficou a saber que cada vez que é tocada músicas de autores nacionais nas rádios, televisões, entre outros estabelecimentos comerciais, são cobrados 80 kwanzas por Lei.

Urbanito Filho confessou que já foi um dos beneficiados de direitos de autor pago pela UNAC-SA, onde é associado, mas revelou que há muito que a UNAC-SA não paga aos seus membros, o que tem entristecido os associados.