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Do lado chinês, os meios de comunicação social estatais chineses reportaram 21 mortos e 541 desaparecidos em território tibetano.

O balanço provisório nos dois países situa-se agora nos 1.280 mortos e 5.624 desaparecidos, incluindo centenas de estrangeiros.

Na quarta-feira, uma semana depois da devastadora inundação que arrasou a fronteira entre Nepal e China, as autoridades davam conta de pelo menos 1.225 vítimas mortais e 4.757 pessoas desaparecidas.

Entre os desaparecidos no Nepal estão três cidadãos portugueses, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa. Do lado chinês, um português encontra-se também entre os desaparecidos no Tibete, numa lista anteriormente divulgada pelas autoridades chinesas que incluía 261 cidadãos de 23 países.

As cheias repentinas de 26 de agosto, descritas pelos observadores locais como as piores de que há memória, fizeram o nível da água do rio subir entre 15 e 18 metros acima do normal, destruindo povoações ao longo de um troço de 72 quilómetros do rio Trishuli.

Destruiu também o posto fronteiriço de Rasuwagadhi-Kerung, na fronteira entre o Nepal e a China, uma rota essencial para o comércio bilateral, e afetou dezenas de povoações.

As operações de busca e salvamento prosseguem nas zonas afetadas, depois de a recuperação das telecomunicações ter permitido às autoridades obter informações sobre comunidades que permaneceram isoladas durante vários dias.

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