Segundo a OMM, o fenómeno deverá “intensificar-se ainda mais” e atingir o pico no final de 2026, com repercussões significativas nos padrões de temperatura e precipitação e um aumento dos riscos de inundações, secas e episódios de calor extremo.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, citado pela Lusa, considerou que o mundo se encontra numa situação de elevado risco, defendendo uma preparação e uma resposta excepcionais perante a intensidade prevista do fenómeno.
“As temperaturas da superfície do mar estão a atingir níveis recorde e encontramo-nos numa zona de alto risco onde os eventos climáticos extremos estão a tornar-se a nova normalidade”, afirmou.
A OMM explica que as águas superficiais do Pacífico equatorial já registam temperaturas entre 2,2 e 2,6 graus Celsius acima da média.
As previsões para o período de Setembro a Novembro de 2026 apontam para temperaturas acima da média em quase todas as massas terrestres.
O El Niño é um fenómeno climático que ocorre, em média, a cada dois a sete anos e está associado a alterações nos padrões de precipitação e temperatura em várias regiões do mundo. Historicamente, pode provocar secas na Amazónia, chuvas intensas na África Oriental e perturbações nas monções da Índia.
Associado às alterações climáticas, o fenómeno pode contribuir para o agravamento da frequência e intensidade de alguns eventos meteorológicos extremos.

