A resolução, intitulada "Corrigir o Mapa", foi aprovada com 164 votos a favor, um contra (Estados Unidos) e seis abstenções da Estónia, Geórgia, Lituânia, Moldávia, Sérvia e Ucrânia, reportou a Lusa.
Os defensores da resolução argumentam que a projeção de Mercator, desenvolvida no século XVI pelo cartógrafo flamengo Gerardus Mercator e usada até hoje, faz com que a África pareça muito menor do que realmente é, ao mesmo tempo que exagera visualmente as regiões próximas aos polos.
Isso faz com que a Gronelândia e a África pareçam ter tamanhos semelhantes nos mapas, quando na realidade o continente africano é cerca de 14 vezes maior.
A resolução defende o abandono do uso da projeção cartográfica de Mercator e a sua substituição por uma que mostre com mais precisão o tamanho de continentes, incentivando os Estados-membros, organizações internacionais e outras entidades relevantes a adotarem a projeção Equal Earth, que mostra países e continentes em tamanhos proporcionais.
Antes da votação, o Togo indicou que a persistência destas distorções nos mapas provocou, ao longo do tempo, consequências significativas.

