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A sexta jornada da I Liga só arranca no próximo sábado, mas está já mergulhada em polémica, por conta das nomeações levadas a cabo pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), mais especificamente, das de José Bessa e João Gonçalves para Casa Pia-FC Porto e Benfica-Gil Vicente, respetivamente.

Os dois juizes estão de volta ao ativo, depois de terem ficado de fora dos eleitos para a ronda anterior, visto que foram reprovados nos testes físicos. O mesmo aconteceu com Cláudio Pereira, que, no entanto, continua de fora das opções do organismo liderado por Luciano Gonçalves, pelo menos, para este fim de semana.

Em entrevista concedida, esta quinta-feira, ao programa 'Bola Branca', emitido pela Rádio Renascença, Pedro Henriques, antigo árbitro internacional, acusou o Conselho de Arbitragem da FPF de "má gestão", e alertou para as potenciais consequências de uma exibição menos conseguida por parte de ambos.

"Se eu tenho um árbitro que chumbou as provas físicas, não as fez ou meteu um atestado médico, seja qual for o motivo, para proteção desse árbitro, e mesmo que agora já tenha feito as provas e já esteja em condições, dava-lhe um jogo de menor mediatismo. Ou seja, agora, vai para o jogo e imaginemos que algo não corre bem... naturalmente que vão buscar mais esse aspecto para carregar em cima do próprio árbitro", começou por afirmar.

"Basta que se chumbe num desses testes para que o árbitro não possa ser nomeado. E, depois, há ali um prazo em que o Conselho de Arbitragem volta a marcar uma nova data para que quem chumbou nas provas físicas ou nos testes escritos, ou em ambos, possa ter, digamos, uma segunda oportunidade", prosseguiu.

"Ponto número dois, o que acontece também é que, muitas vezes, os árbitros, por exemplo, têm um jogo na quinta-feira e não faz sentido depois, na sexta ou no sábado, neste caso concreto, estar num curso e ir fazer as provas físicas. O que permite que ele seja nomeado para jogos", completou.

No entanto, os reparos de Pedro Henriques ao Conselho de Arbitragem da FPF não se ficaram por aqui, e prolongaram-se à decisão de nomear Fábio Veríssimo para a vitória do Benfica sobre o Moreirense, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, meras 48 horas depois de este ter apitado o empate a 'zeros' entre o Estoril e o Arouca, no Estádio António Coimbra da Mota.

"Para mim, não faz sentido que Fábio Veríssimo apite, numa segunda-feira à noite, o jogo do Estoril, e, depois, na quarta-feira, esteja a fazer o jogo do Benfica, 48 horas depois. Não faz sentido. Parece que não há outros árbitros", alertou o agora comentador desportivo, de 60 anos de idade.

"Isto revela um bocadinho daquilo que está a acontecer, neste momento, no Conselho de Arbitragem desde a demissão do Duarte Gomes, com explicações que estão por dar... com coisas que, neste momento, ainda estão na Justiça", concluiu.

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