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Os balanços económicos em Portugal "apresentaram sinais distintos: a riqueza líquida das famílias por habitante diminuiu 1,6% entre 2024 e 2025, enquanto o país atingiu um máximo histórico no rácio entre capitalização bolsista e PIB [Produto Interno Bruto] e reduziu a dívida pública em cerca de quatro pontos percentuais do PIB", destacou a consultora num comunicado.

Os dados analisados pelo MGI apontam para "uma evolução alinhada com algumas das tendências identificadas na Europa, embora com sinais distintos entre os vários componentes dos balanços económicos", destacou.

Ao mesmo tempo que a riqueza líquida das famílias por habitante diminuiu, "os ativos produtivos, que incluem infraestruturas, maquinaria e equipamento e propriedade intelectual, diminuíram cerca de 10 pontos percentuais do PIB".

Paralelamente, Portugal atingiu "um máximo histórico no rácio entre capitalização corporativa e PIB, em linha com a tendência global, e reduziu a dívida pública", indicou.

De acordo com a consultora, a "riqueza global continua a crescer mais rapidamente do que a economia real, reforçando os desequilíbrios que se têm vindo a acumular nas principais economias mundiais".

No estudo, chamado 'The Global Balance Sheet 2026: Imbalance and Divergence', a MGI concluiu que "a riqueza das famílias atingiu um máximo histórico de 570 biliões de dólares em 2025, mais 40 biliões de dólares do que no ano anterior".

No entanto, apenas 20% do crescimento da riqueza das famílias "resultou da formação de novo capital produtivo, refletindo uma crescente dissociação entre a criação de riqueza e os fundamentos da economia real".

No ano passado, segundo a MGI, "mais de metade da riqueza criada teve origem na valorização de participações em capital e fundos de investimento, enquanto o contributo do imobiliário ficou abaixo dos níveis observados ao longo das últimas duas décadas".

Esta evolução, indicou, sugere que "uma parcela crescente da riqueza gerada a nível global resulta da valorização dos ativos existentes", em vez da formação de novo capital produtivo.

Segundo a MGI, o principal fator capaz de alterar a trajetória económica da Europa será o investimento produtivo, lembrando que a região "enfrenta um défice de investimento empresarial estimado em cerca de 700 mil milhões de dólares face aos Estados Unidos".

Já a riqueza 'per capita' (por pessoa) na zona euro permaneceu próxima dos níveis registados em 2024, em cerca de 235 mil euros por pessoa.

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