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Portugal vergou a seleção da Dinamarca na sua casa e fê-lo com uma nota artística de louvar, dadas as circunstâncias em que se disputou esta partida da terceira jornada da fase de grupos da Liga das Nações, que terminou com um triunfo visitante por 2-4.

João Cancelo viu o seu golo inaugural ser cancelado por Damsgaard, que foi a nota positiva do lado dinamarquês, mas logo depois Gonçalo Ramos voltou a colocar a seleção de Jorge Jesus em vantagem, sem que Cristiano Ronaldo estivesse presente para relatar a história.

Histórico foi o momento em que Vitinha se estreou a marcar com a camisola da equipa das quinas, já depois de Rasmus Hojlund 'encarnar' CR7 e festejado o golo à sua maneira.

Bruno Fernandes foi o maestro de serviço, com duas assistências, vendo o seu colega no Manchester United servir João Félix para fechar as contas do marcador em Copenhaga.

Apesar da exibição de Portugal frente à Noruega ter sido bem conseguida, a introdução de Bruno Fernandes diante desta Dinamarca fez elevar ainda mais o nível ofensivo do conjunto de Jorge Jesus.

O médio e capitão da seleção nacional nesta noite de início de outubro fez o que quis no que ao panorama do terceiro terço, acumulando duas assistências cruciais para a vitória que coloca a equipa das quinas a um passo dos quartos de final da Liga das Nações.

Que Mikkel Damsgaard é um jogador de calibre elevado, já todos estávamos a par, mas a qualidade que conseguiu trazer a esta Dinamarca foi algo surpreendente, pelo seu papel não ser, normalmente, o que realizou em Copenhaga.

O médio do Brentford dominou o meio-campo e, além de assistir o golo de Rasmus Hojlund, foi o autor de um golo de bandeira aos 24 minutos da partida, com um remate em arco que não deu hipóteses a Diogo Costa.

Renato Veiga acaba por ser um dos elos mais fracos deste encontro para o lado de Portugal, mas não vem sozinho nesta onda de desilusões. Se é verdade que Diogo Costa tem vindo a ser preponderante no FC Porto e ainda em algumas situações na seleção nacional, também é dizer que o guardião luso esteve abaixo do nível esperado, ao sofrer dois golos em que poderia ter estado melhor posicionado.

Já sobre o defesa-central do Villarreal, tem pouca velocidade para os duelos em corrida com os avançados e pode ser um problema a longo prazo para as contas de Jorge Jesus.

Entrada muito positiva na partida, com a Dinamarca a conseguir causar muitos problemas a uma linha defensiva com muitos problemas do lado de Portugal. Poderia ter tido outra sorte, mas a qualidade da seleção nacional foi mesmo de outra dimensão no ataque.

Não era nada fácil sobrevoar a polémica em torno de Cristiano Ronaldo a menos de 24 horas de uma partida importante para as contas portuguesas na Liga das Nações, mas a equipa de Jorge Jesus não se focou em nada mais do que no jogo e venceu de forma categórica num palco onde tinha escorregado na edição que conquistou, em 2025.

Ainda assim, há que ressalvar que Portugal ainda tem vários problemas realmente vincados e identificados pelo selecionador nacional, sendo o mais gritante a facilidade com que se marcam golos e criam oportunidades de perigo contra a baliza de Portugal, defendida por Diogo Costa.

O juiz ucraniano Mykola Balakin não teve influência no resultado da partida, ainda que tenha tido alguma displicência no momento de mostrar cartões amarelos a jogadores de ambas as equipas.

Nuno Mendes saiu disparado ao técnico da Dinamarca e nada lhe foi mostrado como sanção imediata, logo após ter sofrido duas faltas duras do mesmo jogador, que também não foi admoestado com um cartão amarelo.

O Estádio Parken recebeu a partida da terceira jornada da fase de grupos da Liga das Nações, entre Dinamarca e Portugal, com a seleção lusa a vencer por 2-4 e mantém o pleno de vitórias na competição, já sem Cristiano Ronaldo.

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