O evento serve de antecâmara para a maior exposição da indústria petrolífera angolana e dos seus parceiros internacionais, numa iniciativa da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) em parceria com a Câmara Africana de Energia.

Sob o lema “Investir no Futuro de Angola”, líderes globais como Patrick Pouyanné (TotalEnergies), Guido Brusco (Eni), Gordon Birrell (BP) e Kevin McLachlan (Chevron) juntam-se em Luanda aos principais decisores nacionais, nomeadamente Paulino Jerónimo (ANPG), Gaspar Martins (Sonangol) e Luís Fernandes (Instituto Regulador de Derivados de Petróleo - IRDP). 

A actividade macro do sector no país é coordenada pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás.

O programa, que começa hoje, dia 8, estende-se até quinta-feira, dia 10, com abordagens focadas em exploração em águas profundas, captação de investimentos, gás, refinação, conteúdo local, inteligência artificial e desmantelamento de activos. 

Para o primeiro dia, a agenda prioriza estratégias de investimento e a conversão de recursos em novos projectos, incluindo debates sobre o retorno de capital nas bacias petrolíferas (com a participação da ANPG, Sonangol, Shell, ExxonMobil, Viridien e Etu Energias) e painéis sobre produção em águas profundas.

O segundo dia vai ser dedicado ao gás e ao downstream. A ANPG apresentará o Plano Director do Gás de Angola, abrindo espaço para debates sobre infra-estruturas e condições comerciais para expandir o uso desse recurso na economia nacio

Questões como a segurança no abastecimento de combustíveis, o aumento da capacidade de refinação e a redução da dependência das importações serão analisadas pelo IRDP, Sonangol, ARDA, operadores e especialistas.

A inserção de empresas locais na cadeia de valor também ganha destaque por meio de workshops de compras e contratação da TotalEnergies e da ExxonMobil. 

O encerramento do evento, agendado para o dia 10 de Setembro, traz para o centro do debate um dos temas mais estratégicos para o ecossistema empresarial do país: o papel das pequenas e médias empresas (PME) no sector energético.

Painéis integrados por representantes da banca comercial, instituições financeiras de desenvolvimento e entidades do secor público vão analisar as principais barreiras no acesso ao crédito e discutir mecanismos práticos para aproximar as metas de conteúdo local da capacidade real de execução das empresas nacionais. 

O objectivo é criar soluções robustas de financiamento que permitam às PME angolanas competir de forma sustentável e assumir uma fatia maior na cadeia de fornecimento da indústria.Em paralelo, a agenda técnica do último dia vai ser dedicada ao futuro operacional e tecnológico do sector, com painéis de alta relevância sobre a aplicação de inteligência artificial na optimização de processos e na segurança das operações petrolíferas.