As inscrições arrancaram a 31 de Agosto e as candidaturas devem ser submetidas por meio do endereço electrónico premio.literario@talatona.luanda.gov.ao. De acordo com o regulamento do concurso, os candidatos devem ter nacionalidade angolana, idade superior a 13 anos e não possuir nenhuma obra publicada, quer em formato físico quer digital.

O administrador municipal-adjunto para a Área Política, Social e das Comunidades da Administração Municipal de Talatona, Geraldino Madeira, disse que o prémio visa dar resposta à necessidade de promover e revelar, de forma contínua, novos autores, cujo potencial contribua para o desenvolvimento da literatura nacional, bem como para o crescimento sociocultural do mosaico desta municipalidade.

Por via do exercício da escrita criativa, argumentou, a primeira edição do concurso enquadra-se nas festividades dos 10 anos do município de Talatona, celebrados a 17 de Outubro do ano em curso, e vai premiar três categorias, nomeadamente Poesia, Prosa e Literatura Infanto-Juvenil, estando igualmente prevista a atribuição de eventuais menções honrosas.

“Os candidatos que se inscreverem no concurso de-vem, de seguida, consultar as plataformas digitais e as páginas das redes sociais da Administração Municipal de Talatona, para obter mais esclarecimentos e ter acesso aos requisitos das candidaturas”, explicou.

Com esta premiação, prosseguiu, a Administração Municipal reitera o compromisso com a promoção da cultura, da literatura e da criatividade dos novos talentos, incentivando a participação de novos autores e contribuindo para o fortalecimento do património literário.

Geraldino Madeira avançou igualmente que a avaliação das obras submetidas vai decorrer de 21 de Setembro a 5 de Outubro deste ano. O anúncio e a premiação das obras vencedoras vão ser realizados a 17 de Outubro, no âmbito das comemorações dos 10 anos do município.

Quanto à premiação, o administrador municipal- adjunto para a Área Política, Social e das Comunidades explicou que os vencedores das categorias de Prosa e Poesia recebem prémios monetários no valor de um milhão e quinhentos mil kwanzas, enquanto o vencedor da categoria de Literatura Infanto-Juvenil recebe um milhão de kwanzas.

Além disso, sublinhou, os vencedores vão beneficiar da publicação das respectivas obras, com uma tiragem máxima de 500 exemplares, dos quais 50 vão ser entregues aos autores, enquanto os restantes 450 ficam sob responsabilidade da Administração Municipal para posterior distribuição pelos vários estabelecimentos de ensino.

 Júri promete máximo rigor na avaliação 

O poeta e crítico literário Lopito Feijóo, na qualidade de presidente da mesa do júri do Prémio Literário Município de Talatona, sublinhou que a avaliação das obras em concurso não vai permitir condescendência com qualquer tipo de facilitismo nem paternalismo, prometendo agir rigorosamente de acordo com o estipulado no regulamento.

Lopito Feijóo teceu estas declarações após o anúncio do prémio, tendo apontado que a tarefa incumbida vai ter como primazia prestigiar os prémios a atribuir.

“Pela natureza qualitativa do que se vai atribuir, seremos os mais rigorosos possíveis, mas tendo sempre em conta que não se trata de um prémio para autores consagrados. Aliás, estimular o aparecimento de novos nomes para o engrandecimento da nossa literatura é praticamente o objectivo principal”, disse.

Por outro lado, o poeta reconhece que, além do simbolismo pelo incentivo aos novos talentos, os prémios literários também servem de incentivo material para os concorrentes, e resulta na atribuição de montantes financeiros que acabam por ajudar a solucionar muitos dos seus problemas.

Para esta edição inaugural, este membro da União dos Escritores Angolanos considerou que organização está a viver uma experiência primária com tendência de se vir a aprimorar nos próximos anos, não descartando a hipótese de futuramente o prémio assumir uma dimensão internacionalizar ou se estender para um festival integrado na agenda cultural deste município da capital.  

Quanto às próximas edições, o presidente da mesa do júri revelou que a pretensão é manter uma periodicidade anual, distinguindo, de forma alternada, as obras em prosa e poesia.

“É uma grande iniciativa local que privilegia a natureza educacional e cultural. A ambição é atribuir o prémio num ano a uma obra em prosa, e, no seguinte, a uma obra em poesia. Depois, só a experiência vai dizer”, explicou.