Segundo o camponês Samuel dos Santos, ao contrário dos anos anteriores, em que as primeiras chuvas costumavam ocorrer entre os dias 15 e 23 de Setembro, neste ano aconteceu de forma antecipada.De acordo com o interlocutor, a primeira chuva também deverá contribuir para revitalizar o cultivo de milho, feijão e batata-rena nas zonas baixas, conhecidas localmente por “nacas”, depois de terem sido afectadas pelas baixas temperaturas registadas durante a época de cacimbo.
Segundo fez saber, a primeira chuva não significa, necessariamente, o momento para os camponeses lançarem as sementes à terra, mas facilita a preparação dos campos com recurso a tractores ou charruas, deixando-os prontos para receber as sementes de milho e feijão, assim que se regularizarem as chuvas previstas para Outubro.
A época chuvosa traz, também, benefícios para as florestas locais, onde começam a germinar os cogumelos de maiores dimensões, conhecidos localmente por “akenda”.
Com a primeira chuva, a produção de frutas silvestres, como o lohengo, lombula e maboque, entre outras, também começam a aumentar.Ao contrário, no sector pecuário, o camponês explicou que a mudança das condições climáticas, provocada pelas primeiras chuvas, pode dar origem ao surgimento de doenças em galinhas e suínos, situação que, segundo o produtor, leva alguns criadores a comercializarem os animais a preços mais baixos nos municípios da província.

