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Portugal e Noruega voltam a encontrar-se para a Liga das Nações, com o jogo a ser agora realizado em solo português. O palco escolhido para a partida deste domingo é o Estádio do Dragão, pelas 19h45 (horário de Portugal Continental), mas antes houve uma conferência de imprensa de Jorge Jesus e Bruno Fernandes.
Esse momento aconteceu a partir das 17h00 deste sábado, com a antevisão ao duelo da quarta jornada da fase de grupos desta prova, que é detida por Portugal.
Jorge Jesus não quis avançar com respostas sobre Ronaldo, que considera ser um "símbolo de Portugal", mas abriu o jogo face ao "problema Noruega".
"Neste momento vou-me focar na equipa, no adversário. A Noruega é uma equipa do top-5 da Europa, na minha opinião, com grandes jogadores, pelo que temos de estar focados e esse é que é o nosso problema. Depois temos tempo para focar noutros temas, e até mesmo em relação aos jovens jogadores portugueses, uma vez que temos mais dois jogos e tudo pode ser diferente, mas para isso, temos de carimbar a qualificação amanhã", atirou o selecionador.
Já Bruno Fernandes foi direto ao tema Ronaldo, revelando uma conversa: "Para finalizar o assunto de uma vez, não tenho necessidade de falar com os colegas. Sabemos como gerir as nossas situações. Temos uma situação que em nada tem a ver com os jogadores e o papel mais importante que temos é dar resultados. Tive uma conversa com o Cris. O que lhe disse é que o mais importante, independentemente do que aconteça, é que ele nunca deixará de ser o maior símbolo da nossa seleção e país, por tudo o que fez em Portugal e mundo fora. Ele tem um lugar reservado não só nos melhores de sempre, mas nos lugares dos portugueses. O Cris será sempre o maior ícone da nossa seleção, do futebol mundial, e merece o respeito de todos os portugueses, independentemente de quem goste mais ou menos", concluiu.
Fique com o Desporto ao Minuto e acompanhe, em direto, as declarações do selecionador nacional Jorge Jesus e de Bruno Fernandes, que o acompanhará.
É dada por terminada a conferência de imprensa de antevisão ao jogo entre Portugal e Noruega, que poderá acompanhar, em direto, este domingo a partir das 19h45, com o Desporto ao Minuto.
"Eu vi o festejo, mas ele também fez da última vez. É um grande fã do Cristiano. Também fez da última vez com o Cristiano Ronaldo em campo, até teve medo que o Ronaldo ficasse chateado. É mais um, como muitos de nós, que cresceu com o Cristiano Ronaldo e que quer imitá-lo. Vamos ver este festejo nos próximos 30/40 anos e fico feliz que alguém replique algo que um jogador português fez."
"Acho que cada geração é diferente. Não podemos comparar as gerações, só podemos controlar o que fazemos agora, e os próximos passos passam por crescer e orgulhar os adeptos."
"Nada a dizer. Eu, o Bernardo e o Martin [Odegaard] jogamos na Premier League, que é uma das ligas mais exigentes nos duelos. Estamos focados em ganhar amanhã e jogar bom futebol."
"Os artistas têm de ter sempre algo na manga. Amanhã estaremos lá e tentaremos dar ao povo mais uma alegria. Temos jogadores com muita qualidade, que podem criar momentos espetaculares, e esperemos que estejamos todos inspirados. Já fomos muito felizes no Dragão, em muitas das últimas qualificações, assegurámos a passagem no Dragão. Que seja um bom presságio."
"É um processo natural. Nós estamos muito habituados a isso. Eu joguei com o Cris [Cristiano Ronaldo] no clube, muitos de nós já jogámos com ele na seleção há anos, e a atenção mediática não nos retira foco. Sabemos que estamos a fazer as coisas bem, o Cris incluído, porque faz parte da equipa e fez parte do primeiro jogo. Sabemos que estamos na direção que queremos estar, mais perto do objetivo, e o importante é sabermos deixar de lado tudo o que possa ser ruído e focar no mais importante dentro de campo. Fora do campo cabe-nos gerir emoções quando entramos em campo."
"Acabam por ser duas posições muito similares no que o mister pede ofensivamente. Defensivamente, na esquerda, obriga a acompanhar o lateral na profundidade, fechar dentro quando a bola está do outro lado, ajudar os médios. Jogando como no último jogo, é ajudar o avançado na pressão e, nos momentos mais baixos, fazer um trio de médios para fechar o meio-campo. Essas dinâmicas são importantes de assimilar, mas mais importante é que a equipa tenha as ideias bem definidas para fazermos diferente e não sermos previsíveis."
"Eu já estou aqui... Na mudança de Fernando Santos para Roberto Martínez, foi a mesma pergunta. Dizia-se que o ambiente era mais leve. Agora, outra vez, essa mudança mais positiva... Cada treinador tem a sua forma de trabalhar, uns mais de acordo com certos jogadores. O facto mais importante é que as ideias estão a ser assimiladas muito rapidamente, principalmente defensivamente, que o mister sempre trabalhou mais próximo. A linha defensiva tem sido muito importante, temos visto os resultados disso e há sempre melhorias, mas a realidade é que os jogadores adaptaram-se muito e, quando a equipa ganha, é mais fácil que as ideias sejam mais assimiladas. O mais importante é ganhar, assimilar ao máximo as ideias e passá-las para o campo."
"Já trabalhei com o mister, foi ele que me trouxe aos grandes palcos de Portugal. Sei da exigência e das duras que é preciso levar, umas com mais ou menos razão, mas a exigência do mister é também pela crença que ele tem na nossa qualidade e no que podemos dar à Seleção. Há pontos a melhorar e as palavras do mister fizeram com que melhorasse na segunda parte."
"Para finalizar o assunto de uma vez, não tenho necessidade de falar com os colegas. Sabemos como gerir as nossas situações. Temos uma situação que em nada tem a ver com os jogadores e o papel mais importante que temos é dar resultados. Tive uma conversa com o Cris. O que lhe disse é que o mais importante, independentemente do que aconteça, é que ele nunca deixará de ser o maior símbolo da nossa seleção e país, por tudo o que fez em Portugal e mundo fora. Ele tem um lugar reservado não só nos melhores de sempre, mas nos lugares dos portugueses.
Não podemos dividir águas, a seleção é uma só e todas as casas devem resolver os seus assuntos à porta fechada. Acho que assim será e que tudo acabe a bem de um lado e doutro. Nós estamos fora do assunto, passamos muito tempo a jogar cartas e estamos fora da polémica em torno deste assunto, mas peço que o país não se divida, que não faça escolhas, que aceite todos os lados. O Cris será sempre o maior ícone da nossa seleção, do futebol mundial, e merece o respeito de todos os portugueses, independentemente de quem goste mais ou menos."
"Começando pela última parte, o mister é que decide isso. Há muita qualidade nesta Seleção e só saímos beneficiados nisso, com jogadores que podem jogar em posições diferentes, como no último jogo. João Neves esteve ao mesmo tempo que o Vitinha, eu e o Rúben Neves, e isso é um ponto positivo. Estar na Seleção é algo extraordinário e não devia ser visto de forma negativa, independentemente de jogarmos ou menos. Somos todos titulares nos clubes e queremos começar nos jogos e causar dores de cabeça ao mister, para as opções serem mais difíceis de serem tomadas."
"Tivemos de sofrer pela qualidade da Noruega, seleção de grande qualidade e que causa dificuldades. Há que ver e dar valor ao trabalho defensivo que foi feito, que foi bom. Demos oportunidades do que não queríamos, mas, ao mesmo tempo, conseguimos ser muito eficazes a defender. Há sempre coisas a melhorar e este não é diferente, apesar de a exibição ter sido melhor. É sempre difícil ganhar fora de casa e foram três pontos muito importantes. Que amanhã sejam outros."
"O mais difícil na carreira de um treinador é sempre resolver e tentar que, quando não ganha, arranjar formas de que a vitória esteja sempre próxima, jogo após jogo. Por muito que possa dizer que a vitória na Dinamarca me encheu de orgulho, pelo que aquilo que os jogadores fizeram, também posso dizer que, quando acabou, fiquei superfeliz, mas podia estar mais feliz."
"Não sei muito bem o que vocês viram. Nós, portugueses, não vimos o que aconteceu entre o Bernardo Silva e o jogador da Noruega. Não me apercebi de nada, tanto que o Odegaard jogou no jogo seguinte, no País de Gales. É porque não houve problema."
"Tentamos que sejam as duas coisas: parar o jogo da Noruega para não ser tão fácil chegar-lhe a bola e, quando chegar, que o central, no um para um, seja tão forte como ele."
"O que o Brasil não fez, o Ancelotti certamente agora tem uma opinião diferente. Aquilo que identificámos como estratégia foi fechar alguns momentos, não vou dizer quais. Três ou quatro momentos com bola e conseguimos fazer, por isso é que conseguimos vencer."

