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A torre Eiffel, que recebeu 6,75 milhões de visitantes em 2025, reabriu como previsto, às 09h30 (08h30 em Lisboa), avançou a agência de notícias France-Presse (AFP).

O movimento espiritual hindu Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS), criticado como conservador e nacionalista por alguns membros da diáspora indiana, inaugurou no domingo o primeiro grande templo em França, na cidade de Bussy-Saint-Georges, a 30 quilómetros de Paris.

Este templo, ou "mandir", está a ser considerado o maior templo hindu construído na Europa continental em estilo tradicional.

Para a ocasião, uma comitiva fez um passeio de barco pelo rio Sena no sábado e visitou a Torre Eiffel. No entanto, de acordo com um comunicado divulgado pelo sindicato CGT, foram dadas instruções à administração da Torre que "levaram ao afastamento, à substituição e à invisibilidade das funcionárias devido ao género".

Esta situação, descrita como "grave e profundamente contrária aos valores da igualdade e da não discriminação", levou os funcionários a entrarem em greve.

Na segunda-feira, o monumento permaneceu encerrado enquanto se realizavam reuniões entre a administração e os funcionários.

A companhia operadora da Torre Eiffel (SETE, na sigla em francês) reconheceu que a delegação hindu tinha solicitado que a visita fosse organizada para limitar as "interações com mulheres" e admitiu que "estas condições não deviam ter sido aceites".

"É inaceitável que as condições" exigidas pela delegação hindu "tivessem sido toleradas", reagiu o presidente da Câmara socialista de Paris, Emmanuel Grégoire, nas redes sociais, acrescentando que uma investigação seria "iniciada o mais rapidamente possível".

"Vamos esclarecer o sucedido e tirar as conclusões necessárias", disse à AFP outro responsável, Ariel Weil, presidente da SETE e político socialista parisiense eleito.

"Ao que sabemos, em nenhum momento o acesso à Torre Eiffel foi negado a ninguém", referiu o BAPS de Paris nas redes sociais na noite de segunda-feira.

"Desejamos, no entanto, apresentar as nossas sinceras desculpas a todos os que se possam ter sentido magoados ou incomodados por esta situação", acrescentou, especificando que a visita decorreu "no início do horário normal de funcionamento, a fim de minimizar qualquer incómodo para outros visitantes".

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