O Nepal vive dias de luto e desespero após o colapso de uma geleira no Himalaia, que provocou enchentes e avalanches devastadoras desde o dia 26 de agosto de 2026. Segundo dados oficiais, já foram confirmadas mais de 1.200 mortes, enquanto 4.700 pessoas continuam desaparecidas, incluindo centenas de turistas estrangeiros.

As operações de resgate enfrentam enormes desafios devido às chuvas intensas de monção, que dificultam o acesso às áreas isoladas e aumentam o risco de novos deslizamentos. Equipes de emergência relatam escassez de alimentos, falta de água potável e condições extremamente perigosas para os sobreviventes.

O impacto internacional é significativo: cidadãos da Índia, Austrália, Ucrânia, Malásia, Reino Unido e Estados Unidos estão entre os desaparecidos. Autoridades australianas confirmaram que cinco turistas foram encontrados com vida, enquanto a Índia já recuperou 17 corpos em rios da região.

A ONU alerta que cerca de 43 mil mulheres e meninas necessitam de assistência humanitária imediata, devido ao aumento da vulnerabilidade e risco de violência. O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, afirmou que o desastre “não foi comum” e apelou à cooperação internacional para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, apontadas como fator decisivo para o derretimento acelerado das geleiras.