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"Temos acordos com a China e a Rússia e trata-se de empresas mistas com autorização para exercer atividades primárias em vigor. Respeitamos muito esses acordos", esclareceu a ministra dos Hidrocarbonetos, Paula Henao, numa entrevista ao canal privado venezuelano Venevisión, no domingo.

Henao, que foi questionada sobre se a China e a Rússia ficariam de fora do negócio petrolífero venezuelano na sequência do acordo entre Caracas e Washington, garantiu também que as empresas mistas nas quais esses dois países têm participação "continuarão a exercer as suas atividades".

A Casa Branca afirmou recentemente que a maioria dos jazigos petrolíferos abrangidos pelo acordo bilateral "eram anteriormente controlados ou operados por empresas russas e chinesas, ou por comparsas corruptos de [Nicolás] Maduro e [Hugo] Chávez".

Hugo Chávez, Presidente da Venezuela desde 2022 até morrer, em 2013, foi sucedido por Nicolás Maduro, que em janeiro passado foi capturado em Caracas por forças militares norte-americanas.

Washington afirmou que "estes atores estrangeiros mal-intencionados saquearam os recursos da Venezuela em benefício de adversários dos Estados Unidos, como Cuba, a Rússia e a China, e não investiram na infraestrutura nem no desenvolvimento" da nação sul-americana.

Na terça-feira, a China exigiu que os seus interesses na Venezuela fossem salvaguardados, depois de alguns meios de comunicação terem noticiado que o novo acordo petrolífero entre Caracas e Washington poderia afetar campos onde operavam empresas chinesas, como as estatais Sinopec e CNPC.

"Os direitos e interesses legítimos da China na Venezuela devem ser salvaguardados", afirmou, numa conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun.

O porta-voz salientou que a cooperação entre a China e a Venezuela "está protegida pelo direito internacional e pelas leis de ambos os países".

A China mantém, há anos, interesses importantes no setor petrolífero venezuelano, onde empresas estatais têm participado em projetos de exploração e produção, no âmbito da estreita relação económica desenvolvida entre Pequim e Caracas durante os governos chavistas.

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